Um vídeo com o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no #Haiti causou revolta e indignação no país, enquanto a polícia ainda busca ativamente os autores do crime. Mais uma vez, a internet acordou com uma notícia chocante, já que o vídeo de #Estupro da jovem, que foi abusada fisicamente e estuprada por 12 pessoas, foi lançado no WhatsApp.

As autoridades buscavam incessantemente os 12 acusados pelo crime e hoje a polícia efetuou varias prisões.

A jovem de 16 anos foi estuprada por 12 homens num bairro pobre de Pétionville, perto da capital, mas a queixa só foi dada após o vídeo circular na internet. Mais uma vez, as redes sociais ficaram chocadas ao verem tamanha covardia.

Publicidade
Publicidade

O vídeo contendo menos de 3 minutos foi compartilhado por um aplicativo de celular (WhatsApp), chegando a milhares de pessoas e causando um furdunço nas redes sociais, pois o vídeo foi gravado pelos próprios estupradores.

Depois dessas reações, dois senadores e o procurador de Porto Príncipe anunciaram uma recompensa de meio milhão de gurdes (pouco menos do que US$ 7,5 mil) por qualquer informação que possa levar à prisão dos agressores.

A polícia anunciou a prisão de 12 suspeitos, entre 16 e 44 anos, na qual os mesmos estão na prisão local para reconhecimento facial.

O governo do Haiti, em nota oficial, anunciou na última quinta-feira que o cabeça do crime e seus comparsas estão sendo procurados pelos quatro cantos do país e que serão punidos por qualquer tipo de crime, pois há também a alegação de formação de quadrilha.

Publicidade

Entenda o caso de estupro

Em nosso país, o estupro é enquadrado no seu artigo 213 do código penal que rege “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.

Existem dois tipos de estupro: o de violência real, na qual o ato é consumado; e o presumido, na qual é cometido por menores de 14 anos, chegando à pena de prisão sem reclusão de 8 a 10 anos, segundo o código de processo penal. No Haiti, o caso é muito mais grave, pois todos os anos, várias mulheres são estupradas silenciosamente e sem aparo legal, pois o governo não dá tanta prioridade ao que acontece com as mulheres.

Ao longo dos anos, por exemplo, entre 2006 e 2008, mais de 32 mil mulheres foram estupradas no Haiti, onde o Dr. Royce A. Hutson descreveu em um artigo a real situação vivida pelas mulheres no Haiti. #Facebook