Por volta do ano de 1985 o professor, psiquiatra e perito judicial Richard Alan Gardner descobriu o que chamou em um primeiro instante de "Síndrome de #Alienação Parental", (hoje só Alienação Parental), que observou através do comportamento de algumas crianças após separação e #Divórcio dos pais. Logo em seguida ele publicou um artigo sobre o tema, que atualmente é usado no jurídico para realizar sentenças em litígios de divórcio e também sobre a guarda dos filhos.

Segundo Gardner, a síndrome de alienação parental, é a presença de um trauma que se forma na infância, principalmente em ambientes de disputa da guarda da criança, onde, em alguns casos, há o agravante em que o pai ou a mãe faz com que o filho, através de indução, muitas vezes calúnia, ou algum tipo de lavagem cerebral, obtenha a ajuda da própria criança para difamar o genitor em questão.

Publicidade
Publicidade

Síndrome de Alienação Parental segundo a Lei

A lei de nº 12.318/10, é baseada nos artigos de Gardner, criados na década de de 80, nos quais se afirma o fato de que em um processo de separação, onde há conflitos constantes, e que um dos cônjuges mantém ativo o processo de difamação do ex-parceiro(a), a SAP (síndrome de alienação parental) se enquadraria na criança a tornando assim, suscetível ao problema.

O que acham os especialistas no assunto

Muitos especialistas no assunto divergem da teoria de Gardner e o acusam de ter criado a "SAP" para usar como defesa nos casos em que trabalhava.

A ministra do Supremo Tribunal Constitucional de Portugal Maria Clara Sottomayor esteve recentemente no Brasil e participou do Judiciário Catarinense, onde abordou o tema. Segundo Maria Clara, a síndrome de alienação parental nunca foi e nunca será reconhecida pela ciência, nem pela comunidade acadêmica e afirmou em público que Gardner construiu sua carreira profissional trabalhando na defesa de pessoas acusadas de #Abuso Sexual de crianças e adolescentes e criou a teoria da síndrome, única exclusivamente para defender os acusados aos quais defendia.

Publicidade