Uma mulher que fica até tarde em um festa e usa roupas provocantes pode ser considerada culpada em caso de #Estupro? De acordo com o resultado da pesquisa “Violência Sexual – Percepções e comportamentos sobre violência sexual no Brasil”, 92% concordam, nem discordam e nem concordam com a questão proposta. Embora possam ser percebidas melhoras quanto ao entendimento da população sobre o tema, ainda há muito a avançar no debate sobre a violência sexual contra a mulher. Como assim alguém é culpado pelo mal que sofre?

Na pesquisa desenvolvida, as entrevistas foram realizadas pelo Instituto Patrícia Galvão, que ouviu 1.000 pessoas de ambos os sexos, maiores de idade, em 70 municípios de cinco regiões, no período de 6 a 19 de julho de 2016.

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Numa projeção, é possível concluir que pelo menos 30 milhões de mulheres já foram violadas sexualmente.

De modo espontâneo, 51% dos entrevistados consideram sexo sem autorização e estupro como formas de violência sexual. A pesquisa aponta um dado que é objeto de debate há bastante tempo: 73% acreditam que quem pratica violência sexual conhece pessoalmente a vítima. (36% = conhecido; 19% = parente; 13% = parceiro íntimo; 3% = amigo; 1% = chefe; 1% = líder religioso).

Os entrevistados consideram como violência sexual as seguintes situações:

96% Praticar algum ato sexual com um homem sob ameaça;

94% Ser encoxada ou ter seu corpo tocado sem a sua autorização;

93% Praticar algum ato sexual sem consciência;

96% Ser forçada a praticar algum ato sexual com um superior;

96% Ser forçada a fazer sexo sem vontade;

92% Ser beijada a força;

A pesquisa perguntou também o que costuma acontecer com uma mulher que denuncia que sofreu violência sexual:

73% Acreditam que as mulheres são julgadas pelas pessoas;

28% Afirmam que a mulher que denuncia é considerada culpada;

54% Consideram que as mulheres não são levadas a sério;

77% Pensam que as vítimas não costumam denunciar o agressor;

Para ler a pesquisa na íntegra, acesse o site do Instituto e saiba mais: http://agenciapatriciagalvao.org.br #Abuso Sexual #ViolênciaSexual