Uma das definições, entre tantas, sobre o #Ser humano, que sempre chamou atenção dos estudiosos é a que diz que ele é “um ser que fala”. Ora, definir o ser humano como sendo “um ser que fala” é reduzi-lo ao extremo. Ao contrário, o ser humano é um ser plural, e como tal não pode ser definido. No entanto, pode-se dizer que ele é um ser de #Linguagem. Enquanto ser de linguagem, ele se desenvolve em todas as suas dimensões. Ou seja, enquanto ser de linguagem o ser humano também é um ser de cultura, de arte, de amor, de paz...

De fato, a forma como enxergamos a vida, o mundo, o outro, está relacionada diretamente com a fala e consequentemente com as #palavras.

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Ou seja, ao falar sobre politica, economia, religião, por exemplo, o ser humano também está falando de si mesmo. A língua falada e escrita são formas de comunicação muito utilizadas na sociedade atual e, se não forem bem utilizadas, podem destruir muitas vidas, sobretudo em tempos de redes sociais.

Neste começo de ano tem chamado atenção o número de casos de pessoas que falam uma coisa e logo em seguida procuram corrigir o que falaram. Para ficar apenas no caso mais comentado nas redes sociais das últimas semanas, basta analisar o que disse o presidente da República sobre o ocorrido no Complexo Penitenciário Anísio Jobim de Manaus. Depois da repercussão negativa que teve a sua fala, o presidente logo tratou de explicar o significado da palavra “acidente”. Infelizmente, o estrago já estava feito e a emenda saiu pior do que o soneto.

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Dessa forma, pessoas públicas, jornalistas, atores, atrizes, escritores, professores, padres, pastores, formadores de opinião, devem ter cuidado com as palavras. Uma palavra mal usada, fora de contexto, pode estragar a vida de muita gente. Segundo o Padre Fábio de Melo, "palavras erradas costumam machucar para o resto da vida, já o silêncio certo pode ser a resposta de muitas perguntas". Como se vive no mundo do barulho, e não do silêncio, como apregoa o padre, deve-se ter ciência de que palavras ou frases pronunciadas sem pensar trazem consequências desastrosas.

Portanto, palavras têm o poder de criar e de destruir vidas. Elas afetam a harmonia, a conivência e a paz de muita gente, e de povos. Por isso, deve-se pensar bastante sobre o sentido e o significado das palavras antes de pronunciá-las, seja para elogiar ou para criticar. Ou seja, enquanto ser de linguagem, o homem deve usar palavras bonitas e ricas de significados, tanto para sim mesmo como para com os outros, em vez de palavras de baixo calão e de duplo sentido.

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Em suma, mais importante que falar palavras bonitas, harmoniosas, afetuosas e bem educadas, é preciso saber viver a amizade ou a relação que não se acaba por qualquer palavra dita fora de contexto. Desse modo, as palavras existem para serem usadas e não para serem sinônimo de discórdia entre os homens. Porque quando se conhece de verdade o sentido e o significado das palavras, ama-se melhor a si mesmo e aos outros. E amando, o ser humano não precisa de palavras para explicar nada, pois São João já disse: "E a Palavra se fez carne e habitou entre nós".