Em termos gerais, o libertário é um autentico defensor da liberdade absoluta, um anarquista (estudem isso antes de confundirem com baderneiros e gente sem nenhum tipo de objetivo) e, claro, um anticapitalista. Em épocas mais antigas, os chamados #libertários eram basicamente vilões em seus tempos e curiosamente eles se tornavam heróis no futuro.

É a mesma coisa que acontece com aqueles que desprezamos em vida e que após seu desencarne são valorizados e tomados como exemplo. Alguém aí se lembrou de Buda, Jesus e tantos outros? (Não confundam, já que não estou dizendo que esses personagens históricos eram libertários!).

Tecnicamente, alguns dizem que onde quer que exista alguém ameaçando e planejando a destruição da liberdade absoluta (que não é consenso, já que muitos não creem que exista nada em absoluto), lá estaria (ou apareceria) um libertário para lutar contra os tiranos, ditadores, monarquias, imperadores e etc.

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Enfim, basicamente os libertários lutavam pela igualdade, pelo direito claro e simples do livre arbítrio.

Algumas pessoas entendem que atualmente vivemos em uma espécie de “prisão sem muros”. Sendo assim, alguns acreditam que os chamados libertários da modernidade são pessoas que não tomam partido de nada do que se refere a política nacional e mundial (lembrando mais uma vez que essas são opiniões de alguns “pensadores” do tema).

De qualquer forma, essa questão toma uma amplitude bem maior. Basta observarmos, por exemplo, que a culpa, ou a responsabilidade, como alguns preferem, de fato não é a da política. Esta, por sua vez, e na essência mais profunda da palavra, quer dizer “igualdade a todos”. O problema reside no fato de que ela é coagida a ser estruturada nos moldes de um sistema capitalista que, convenhamos, não tem nada de justo, apesar de trazer progresso.

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Olhando sob está ótica, o vilão da história em si seria o sistema capitalista e não a política, mas vamos um pouco além.

É interessante chamar a atenção para o fato de que não é apenas a política a única ou a principal vítima do capitalismo. Para compreendermos melhor, basta considerarmos o fato de que vivemos em uma espécie de condicionamento comportamental que, por sua vez, nos é imposto pelo sistema no qual estamos inseridos. E é este condicionamento que muitas vezes provoca uma cegueira na maior parte da #Sociedade, já que ela provoca uma competição cada vez mais acirrada, frenética e esfomeada entre amigos e inimigos (silenciosa na maior parte do tempo).

Essa busca sem freios pela posse, pelo acumulo de bens e dinheiro faz com que acabemos esquecendo ou ficando cegos para fatos simples, mas importantes. Por exemplo, já parou para pensar que quando vivemos assim raramente nos lembramos do quanto somos privilegiados por termos duas ou mais refeições por dia enquanto famílias inteiras se matariam para terem o que jogamos fora de nossos pratos? Esse abismo social causado pelo capitalismo não é utopia ou teoria, é algo real e está acontecendo agora mesmo.

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Muitas vezes vemos o termo libertário associado a anarquista ou revolucionário. Geralmente isso ocorre justamente pela proposta dessas pessoas de lutarem pela defesa da igualdade para todos, do comunismo, socialismo, da divisão de tarefas, ou seja lá o que for que possa trazer para a sociedade uma situação relativamente melhor de igualdade em termos de oportunidade e bem estar.

A questão mais complexa nisso tudo é que o libertário se vê diariamente obrigado a enfrentar a selvageria do capitalismo e, sendo assim, ele também precisa se adequar ao sistema, ou, do contrário, será destruído por completo por ele. #Opinião