A influência do poder, da economia, da #Política e da religião sobre a #paz é um obstáculo que transcende a pura materialidade da harmonia e da convivência humana. Enquanto o poder for exercido, em sua dimensão política, econômica e religiosa, como forma de manutenção das estruturas dominantes, a paz será apenas uma miragem. Não há caminho seguro para a paz enquanto não percebermos que somos todos iguais, feitos da mesma matéria, e que teremos o mesmo fim.

O irracionalismo político que vem crescendo no mundo contemporâneo e que se manifesta em guerras civis e religiosas pelo mundo afora, ganha faceta de negação da condição humana, simplesmente pelo fato de pertencer à outra cultura, crer em outro deus ou por militar em outro partido politico.

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Como é possível construir a paz se há uma descrença total pelo outro, que é, naturalmente, diferente de mim?

Ser diferente não significa que somos melhores ou piores que alguém. O que é diferente deve servir de pretexto para que eu possa me aproximar do outro, e juntos, construirmos uma nova história. O recado já foi dado por Deus, quando afirma que: Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.

Desse modo, a mensagem de Cristo é clara: querer a paz, desejar a paz, construir a cultura da paz, ser uma pessoa de paz, passa, necessariamente, pelo respeito às diferenças culturais, religiosas, políticas e sociais. Não podemos ser hipócritas, a caminhada é árdua, mas não é impossível. Ou seja, devemos rejeitar todo tipo de violência, de #Preconceito e de discriminação se quisermos alcançar a paz.

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No entanto, como seres humanos, temos competência para organizar as nossas relações, usar os meios legais para defender a paz e recursos lícitos para promover a vida em condições dignas, em harmonia consigo mesmo, com o outro e com o meio ambiente. A paz fica insustentável quando as ideologias dominantes, na forma de violência estrutural, cultural ou simbólica, promovem a degradação da condição humana.

Por outro lado, pensamos que o caminho da paz reside, entre outros aspectos, na convivência e no respeito com o outro, com o diferente, com o estrangeiro, com o refugiado. Nas palavras de Martin Luther King: Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.

Desse modo, a paz é a própria paz e ela só se concretizará, entre nós, quando todos os seres humanos tiverem os seus direitos fundamentais respeitados, as suas necessidades básicas atendidas. Afinal, foi Jesus que disse: Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

Ora, todas as coisas que existem no mundo, seja na arte, na poesia, ciência ou teologia, devem ter sido feitas de acordo com um plano maior de Deus: o ser humano. Logo, o amor, a sabedoria e a paz vêm de Deus e por isso mesmo devem ser distribuídos entre os homens.