Como prender a atenção dos jovens aos conteúdos programáticos com tanta distração? A #Escola está ultrapassada em meio à tanta tecnologia?

Essas têm sido algumas das perguntas que muitos educadores têm feito nos últimos anos, e também tema de algumas pesquisas nas universidades, além de serem utilizadas como título de congressos e eventos nacionais e internacionais, dissertações e teses, que tentam buscar alternativas sobre tal questionamento.

Mas falando dos desafios, precisamos nos atentar para a nova realidade, como chamar a atenção do alunos com celulares, cheio de aplicativos que lhes dão informações em tempo real? Essa é a grande sacada do momento: por que não utilizar a tecnologia a nosso favor, pegar os recursos que nos oferecem e utilizá-los como ferramenta de trabalho? Outra questão importante é fazer com que o aluno se sinta parte do processo, que tenha vontade de aprender e se sinta à vontade em estar naquele ambiente.

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Trazer o que está se ensinando para a realidade do aluno.

E nessa corrente surgem algumas experiências que deram certo, como, por exemplo, a chamada escola da Ponte, situada em Portugal. Tal instituição, que utiliza práticas educativas alternativas desde 1976, que se afastam do chamado modelo tradicional, e que tem resultados excelentes reconhecidos por todo mundo. Uma escola onde os alunos têm liberdade para aprender e escolherem o que querem aprender.

O espaço é estruturado de modo que todos possam trabalhar com todos. Nenhum aluno é aluno de um professor só, nenhum professor é professor só de alguns alunos.

É uma escola sem turmas. Não existem salas de aula, no sentido tradicional, mas sim espaços de trabalho, onde são disponibilizados diversos recursos como: livros, dicionários, gramáticas, internet, vídeos, ou seja, várias fontes de conhecimento.

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Para quem pensa que estamos longe dessa realidade, está muito enganado. Na cidade de Cotia, em São Paulo, já existe uma escola que segue o mesmo modelo da escola da Ponte, que atende cerca de 180 crianças, pelo projeto Âncora e que conta com o apoio do educador português José Pacheco, idealizador e ex-diretor da Escola da Ponte. #Opinião #Sociedade