Como é comumente falado no Brasil, existem alguns assuntos que parecem ser “proibidos”, mas mesmo que isso não seja uma verdade absoluta, há questões que, na maior parte das vezes, acabam provocando discussões e pontos de discordância entre as pessoas, como por exemplo política, #Religião e futebol. Na esfera religiosa, o embate da vez no mundo da cristandade pode vir do antagonismo entre “A Ordem de Malta” e o #Papa Francisco. A Ordem em questão é uma das primeiras que passou a existir nas fileiras do catolicismo e, durante esta semana, fez questão de ratificar que se opõe diametralmente ao papa argentino, comportamento este extremamente raro no decurso de sua história de milênios.

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O assunto não é meramente especulativo, uma vez que através de uma comunicação oficial veiculada no dia 11 de janeiro na plataforma virtual da Ordem, a mesma reiterou que não irá cooperar com o grupo especial destacado pelo papa Francisco, o qual tem a missão de investigar a Ordem como um todo. Mais ainda do que isso, no dia 13 de janeiro, sexta-feira, outros meios de comunicação da Igreja Católica ratificaram a veracidade da discórdia.

O resumo da confusão é bem simples, pois A Ordem de Malta tem por objetivo "proteger sua própria soberania" face ao que ela mesma classifica como uma intromissão de Francisco, que no papel de autoridade máxima do mundo católico, ordenou que se investigasse o motivo real da saída de Albrecht Freiherr von Boeselager, que até bem pouco tempo era chanceler da Ordem.

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O grupo citado é uma entidade demasiadamente conservadora e que, agindo assim, calculou previamente dar mais uma investida na guerra declarada por ela própria, que existe desde a época das históricas Cruzadas católicas contra o Império Otomano que havia conquistado a Terra Santa. A Ordem de Malta atualmente se faz existir em um número superior a 120 nações e, mais do que isso, possui um papel social, econômico e político muito forte por onde atua, administrando hospitais e ambulatórios, com aproximadamente 12.500 integrantes e 100.000 funcionários contratados legalmente, além dos voluntários.

Boeselager, que é alemão, estava no cargo de chanceler da Ordem desde o ano de 2014, mas em 8 de dezembro de 2016 foi retirado da posição, por ter sido conivente com a distribuição de preservativos aos indivíduos que se encontravam sob o risco direto de contrair o vírus da imunodeficiência ou Aids, disseram os jornalistas católicos.

A questão é a seguinte: a Ordem, por ser um Estado, tanto que tem passaporte e diplomatas próprios para o Vaticano, é isenta de se reportar ao papa ou, como encara a Santa Sé, ela é só mais um grupo católico que tem de obedecer ao papa Francisco? Von Boeselager negou-se na ocasião a ser demissionário, inclusive batendo de frente com o ultraconservador cardeal norte-americano Raymond Burke, um dos principais confrontadores de Francisco no seio da #Igreja.

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Burke instou para que Francisco retifique todos os seus erros de doutrina, o que até agora o papa não deu a mínima importância.

Vale frisar que o clero católico nos EUA é um dos campeões nos casos de pedofilia pelo mundo afora, ou seja, moralmente não está muito embasado para fazer imposições a ninguém, muito menos a Francisco, que tem reconhecido os desvios da verdadeira fé dos cristãos apostólicos do 1º século.