O Rio de janeiro continua em guerra. Mal começou o ano de 2017 e já chegou ao alarmante número de sete policiais mortos.

O sinal vermelho está ligado há muito tempo na capital e na baixada fluminense, locais onde normalmente ocorrem os crimes contra os policiais militares, haja vista que muitos dos acontecimentos acontecem quando estão de folga, reagindo a um possível assalto ou tentando evitá-lo.

Falta de salário e a realidade de um Estado falido

O Governo do Estado do Rio de Janeiro enfrenta a maior recessão financeira de sua história e com isso segue com os pagamentos atrasados, causando transtorno na vida dos servidores de todas as áreas.

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O pessoal da segurança, que até umas "duas folhas atrás" estava com prioridade no pagamento, já não tem data prevista para receber, tanto o salário de dezembro quanto o 13º. O pior de tudo é essa violência sem precedentes contra os policiais militares e a inércia do governo em face da criminalidade.

No ano passado, foram quase 100 agentes mortos e a situação piora. Antes da crise, era um processo moroso resolver as pendências do Estado com os pensionistas desses agentes. Agora, fica a incerteza dos dependentes em saber se receberão o que lhes é de direito.

Morte de policiais militares é cotidiana

Está em nossa Constituição que é dever das Policias Militares, em seus Estados, dar ostensividade na segurança. Longe disso anda a realidade. No Rio de Janeiro, a PM age como se fosse o Exército, combatendo o crime organizado e subindo comunidades para impedir o avanço do tráfico de drogas.

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Nessa condição, muitos agentes são alvejados e vêm a óbito no próprio local do confronto. As facções que controlam o tráfico no Rio estão fortemente armadas e sabem perfeitamente onde agir. Dificilmente cedem seu território à presença de algum programa do Governo, que prefere mostrar seu poder exatamente da pior forma, ou seja, implantando programas como as UPPs (Unidade de Policia Pacificadora), consideradas por muitos políticos uma falha de gestão.

Na verdade, a UPP não tornou o cidadão mais próximo da comunidade com os policiais ali presentes. Na contramão disso, aumentou o número policiais e cidadãos mortos. #policiais mortos #pagamento atrasado #segurança rio