Qual é a ciência que mais se aproxima de uma definição cabal sobre o #Ser humano? Por muitos e muitos anos, a filosofia reinou absoluta. Atualmente, a #Neurociência parece dominar totalmente esse campo. A neurociência está relacionada com quase tudo que acontece na vida humana. Desde as notas baixa de um aluno na escola à possibilidade genética de um gênio da matemática. Desse modo, a neurociência apresenta-se na atualidade como a ciência capaz de explicar boa parte de nossas angústias e aflições. No entanto, vale ressaltar, aqui, o que disse o psiquiatra britânico Raymmond Talli, “A neurociência para tudo é bobagem”.

Se a neurociência está em alta nas academias, o que vem a ser essa ciência? O que ela tem de tão especial? Primeiramente, deve-se esclarecer que a neurociência é tão antiga quanto o próprio homem.

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No entanto, a dimensão social dessa ciência é relativamente nova. Ela surgiu, basicamente, na segunda metade do século vinte como extensão dos estudos de psicologia aplicada. Em vários estudos, sejam eles psicológicos, econômicos, culturais, políticos e sociais, a neurociência parece ser aquela ciência capaz de responder várias questões que afligem, na atualidade, à existência humana.

O interessante na neurociência é que ela se constitui, por excelência, como uma ciência interdisciplinar. Ela, juntamente com outras ciências, como, por exemplo, a física, a química, a biologia, a teologia, desenvolve um trabalho em conjunto, ou seja, ela chega ao entendimento de que, juntas são fortes, separadas são fracas. Quer ver um exemplo? Responda para você mesmo a seguinte pergunta: “Quem é o ser humano?” É difícil, não é mesmo?

Em contrapartida, se você tivesse que responder: “Quem é o homem para Freud?”.

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Aí a resposta ficaria mais fácil. Bastaria você dizer que o homem é estruturalmente constituído de Id, Ego e Superego. Desse modo, bebendo da fonte da #Filosofia, a neurociência postula que “quando um problema é grande, a compreensão é mínima; no entanto, quando o problema é pequeno, a compreensão é máxima”. Faça você mesmo um teste com as palavras: Amazônia, vida, amor... Qual é o tamanho da sua compreensão?

Portanto, para a neurociência, cada um de nós é uma narrativa singular, construída de modo contínuo e inconsciente, por, através e em nós. Ou seja, o ser humano é um ser complexo e como tal não pode ser definido. Se houvesse uma definição para o homem, ele não seria humano. O chame reside justamente em saber que não sabemos quem nós somos.

Por outro lado, a percepção é para a neurociência uma dessas formas de conhecimento que ocupa espaço fundamental em suas análises. Ela afirma, por exemplo, que o nosso cérebro não só interpreta os dados sensoriais, como os realça. Nesse realce, vemos à realidade não como queremos, mas em conformidade com os sentidos que os captou.

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Enfim, o ensinamento mais subliminar da neurociência parece ser este: precisamos perceber a nós mesmos para em seguida perceber o outro na sua individualidade, num processo de autoconhecimento, pois as pessoas passam um bocado de tempo falando e pensando sobre os outros, mas muito pouco tempo prestando atenção em si mesma.