Várias são as tentativas de explicação, por parte de especialistas, sobre o comportamento de uma mulher que se apaixona por um #serial killer (termo inglês que significa matador em série), que tantos consideram monstros e querem manter distância.

Estevam Vaz, psiquiatra, em entrevista ao R7, afirma que para entender situações como essas, é preciso abrir mão da lógica. Estevam diz que é simplificar demais julgar essas mulheres apenas como carentes. Em sua opinião as mulheres que se apaixonam por homens assim acreditam que podem salvá-los de sua monstruosidade. Buscam em seu instinto maternal forças para provocar essa mudança e realmente acreditam estar em uma missão.

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Já o psiquiatra forense Guido Palomba afirma que essas mulheres veem segurança nesses homens. Para elas, há uma sensação de conforto em saber que “seu homem” está na prisão, confinado e, portanto, não irá traí-las.

Palomba afirma que os presos aceitam essas mulheres porque para eles é vantagem: recebem afeto, cartinhas, bolo e outros benefícios e, na maioria das vezes, quando recebem o alvará de soltura, as “amadas” levam um fora.

A especialista em amor patológico e psicanalista Tatiana Ades afirma que as mulheres que se apaixonam por serial killers sofrem de uma cegueira emocional, têm a autoestima extremamente baixa e realmente creem que irão modificar o comportamento do assassino. Sentem-se poderosas e dominadoras. Salvar homens assim é como salvar a si mesmas, porque foram bem sucedidas onde todo o resto falhou.

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“Ela despreza tudo o que ele fez e acredita que um homem que odeia as mulheres pode amá-la. Há ali uma psicose, uma realidade distorcida. Muitas têm formação, são instruídas, mas não possuem inteligência emocional, que é a capacidade de agir perante os obstáculos da vida e perceber quando alguém representa um perigo pra você”, diz Ades.

Tatiana ainda afirma que o psicopata não vai melhorar, não tem recuperação e que quem é saudável, cai fora. Ela alerta ainda que eles usam essas mulheres para brincar, porque adoram a sensação de ter poder sobre o outro. Eles riem do amor que elas oferecem e usam-no para benefício próprio, enquanto lhes for útil.

Charles Manson

Manson era líder de uma seita que matou a atriz Sharon Tate (mulher do cineasta Roman Polanski) que estava grávida e a outras pessoas que estavam em sua residência no dia da chacina. Elaine Burton, 53 anos, mais jovem que Manson, foi sua noiva e pretendia se casar com ele na prisão. Discordando de algumas coisas, Manson desfez a relação, mas ainda recebe visitas da jovem na cadeia.

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Elaine mantém na internet vários blogs onde defende a inocência de Mason.

Thiago Henrique Gomes da Rocha

Suspeito de matar 39 pessoas, o serial killer de Goiânia tornou-se galã e uma de suas advogadas, Brunna Moreno de Miranca, falou ao portal R7 que ele recebe vários e-mails e mensagens no celular de mulheres perguntando o que devem fazer para conhecê-lo.

O maníaco do Parque

Francisco de Assis Pereira foi condenado a 274 anos de prisão, acusado de 10 mortes e 11 ataques sexuais, no final da década de 90, e é um dos detentos que mais receberam cartas de amor na prisão. No primeiro mês encarcerado foram mais de mil. Casou-se com uma de suas muitas admiradoras, Marisa Mendes Levy, que possui pós-graduação em história. #amor bandido #Doença