A cada dia, milhões de pessoas procuram os serviços públicos de #Saúde por razões direta ou indiretamente, ligadas aos seus hábitos de entretenimento. Jornais de todos os públicos - A, B e C- emplacam manchetes policiais em sua primeira página, e os âncoras televisivos, sempre com semblante de pesar e consternação, discorrem por longo espaço de tempo explorando trágicos casos de violência, dentro e fora dos grandes centros urbanos. Com isso, as pessoas que adquiriram o hábito de assistir demasiadamente esse tipo de programação, por vezes, sofrem com distúrbios relacionados a síndrome do pânico, depressão e crises de ansiedade.

Por serem doenças psicossomáticas, mapear o cerne do problema ainda é um impasse, haja vista serem excessivas as fontes a que uma pessoa está exposta no seu cotidiano, sendo impossível elencar uma principal, mas uma rede delas.

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Porém, a mídia que tem como sua vitrine principal a #Violência, já figurou por diversas vezes como fonte de inspiração a crimes hediondos e demais atos que atentaram contra a saúde e a vida humana.

A indústria do entretenimento que aumenta a fila de dependentes ansiolíticos.

Pessoas que adquiriram distúrbios por insegurança e ansiedade lotam as clínicas em busca de profissionais que possam ajudá-las, tornando a indústria do entretenimento violento um peso para o sistema de saúde, público e privado que, além da crise e ausência de suporte necessários para fazer o mínimo necessário no atendimento de emergência, agrega ainda o fardo de receber os atingidos pela mídia que chegam em busca de ansiolíticos e antidepressivos, por doenças que poderiam ter sido evitadas. Ademais, além destes não resolverem plenamente, trazem consigo inumeráveis efeitos colaterais, entre eles a dependência, em uma cadeia interminável de problemas para a saúde do indivíduo que os buscam.

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Faz-se necessário uma mudança de comportamento no brasileiro, afim de que ele venha a se posicionar de modo ativo e não passivo contra a mídia que o assedia continuamente. Posicionamento ativo implica em uma reflexão sobre aquela informação que lhe é apresentada, qual benefício ela lhe trará de fato e sua real correspondência com a realidade.

A mera observação de uma tragédia não implicará em um estado de vigilância e proteção contra a mesma, sem que esta antes não tenha gerado um tipo de desconforto emocional que beira entre o sentimento do medo comedido a uma paranoia descontrolada, onde o indivíduo entrega, de modo involuntário, as rédeas da sua liberdade às emoções instáveis e intempestivas de seu imaginário.

Três formas simples de se proteger contra a mídia violenta. Esse problemas podem ser evitados com algumas medidas simples:

1 - Evitar assistir reiteradas vezes uma notícia trágica, que por vezes se repete em vários noticiários.

2 - Portar-se de modo ativo contra os comandos da mídia que induzem ao medo e desconfiança exacerbados.

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3 - Reduzir o período o qual se assiste à TV, e consequentemente, essas programações excessivamente trágicas e violentas.

Essas são algumas das medidas profiláticas que visam evitar o tornar-se uma vítima do destilado veneno presente na indústria da informação e entretenimentos violentos, que assediam o brasileiro de modo tão atroz, atualmente. #Televisão