Nesta semana, exatamente na quarta-feira (15), André Henning fez um comentário muito polêmico. Ele, em um dos momentos da sua narração, pronunciou a frase "(...) meteu a cabeça preta na bola branca (...)", referindo-se ao jogador senegalês Kalidou Koulibaly. Muitos internautas ficaram indignados e comentaram o assunto nas redes sociais.

Mas será mesmo que houve um comentário de viés racista?

Quem assistiu ao jogo – ou viu algum vídeo no YouTube do lance – pôde constatar a sutileza do comentário. Não há um sentimento proposital de ofender a pessoa humana do jogador. Foi um lance avulso e, de mesmo modo, um comentário avulso, como qualquer outro.

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Mas a palavra "preto" foi o que deu uma conotação agressiva e preconceituosa.

Entretanto, há outra maneira de analisar a frase. Por exemplo, se em determinado dia, o campo estivesse encharcado de neve e ele ficasse impossibilitado ao jogo e que, nesse meio tempo, os agentes do campeonato colocassem uma bola preta pra diferenciar do campo branco. E pra completar: um narrador aleatório proferisse uma frase semelhante, mas que a bola e o jogador fossem de cores opostas. Isto é, o jogador branco e a bola preta.

E continuando em caso análogo ao de André Henning, um comentarista qualquer pronunciasse tal frase "meteu a bola preta na cabeça branca" e aí: como seriam as respostas dos mesmos internautas que julgaram André Henning? Provavelmente passaria longe de qualquer comentário e/ou julgamento.

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Ou, talvez, alguns achassem que haveria preconceito com a bola. Ou, mais ainda: que a palavra "preto" fosse evitada de ser usada – como alguns esquerdistas sugerem –, diminuindo assim nosso riquíssimo vocabulário.

Quem é o verdadeiro racista?

Com efeito, quem distingue o branco do preto é quem é o preconceituoso. Julgar alguém pela sua cor é algo extremamente abominável. Seria altamente execrável se houvesse um comentário do tipo: "joga muito, mas o problema é que é preto." Ou: "joga muito, mas o problema é que é branco." Todas duas são de viés excessivamente racistas, mas a #esquerda e alguns, por falta de informação, ou canalhice mesmo, julgam que é a primeira que serve, criando uma blindagem ideológica gigantesca.

Adicionalmente à questão racial: ainda existem as cotas raciais para entrar nas universidades e/ou concursos públicos, ampliando mais ainda o ódio da população. Isso sim é preconceito. Um comentário avulso, usado como o narrador usou, sem querer denegrir a imagem do atleta, não tem nada de mais.

Para concluir: de acordo com os livros do ensino fundamental e médio do MEC, todos os seres humanos habitantes da Terra só pertencem a uma espécie: Homo sapiens. Portanto, não há diferença entre seres humanos: são todos de uma mesma espécie, sendo preto, branco, azul, vermelho etc. Mas, infelizmente, são os mesmo livros que diferenciam o preto do branco, a mulher do homem, o homossexual do heterossexual etc. A contradição ideológica dos jovens que comentaram sobre André Henning é desde muito cedo. #AndreHenning #Racismo