Crispr cas 9 é uma proteína que foi descoberta em 2007, e que revolucionou os caminhos da engenharia genética. Em linhas gerais, essa proteína serve como um instrumento altamente específico, que permite editar o código DNA de um organismo, manipulando todas as suas características conforme o interesse do geneticista.

Porém, o que torna essa descoberta uma potencial ameaça, é o fato de que o processo de manipulação e edição dos genes já sejam economicamente acessíveis e sua abordagem extremamente manipuláveis por laboratórios de todo o mundo, desde grandes centros especializados até os de menor infraestrutura.

O temor dos cientistas da manipulação genética por grupos isolados

Em 2015, houve uma discussão ferrenha entre cientistas e bioeticistas de todo o mundo sobre os rumos da manipulação genética, depois que esta veio a ser executada em embriões humanos.

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Cientistas chineses utilizaram a técnica para, pela primeira vez, editar geneticamente embriões que não seriam fertilizados, porém, embriões humanos. Esse ato foi o transpor das fronteiras éticas e incendiou os debates sobre as implicações desta tecnologia, que podem evoluir sem nenhum controle ou acompanhamento dos órgãos internacionais. Isso implica em ameaças globais tanto ao equilíbrio ambiental ou até mesmo a doenças desconhecidas.

Lideranças científicas vêm, nos últimos anos, se reunindo, a fim de deliberarem sobre os caminhos morais e éticos aceitáveis pela comunidade. Porém quando se trata de corrida armamentista e segurança nacional, os protocolos gerados tem o histórico de serem negligenciados pelas mesmas nações que os propõem, como em casos outrora já amplamente expostos pela organização Wikileaks, como também pelo ex agente Edward Snowden, que mostraram ao mundo os bastidores de uma concorrência silenciosa por controle e domínio de informações.

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Isso mostra o quão imperativo é o fator segurança e a importância do domínio o quanto antes da nova tecnologia, e que questões éticas são relativas, ocupando deste modo uma importância secundária.

A igreja questiona a totalidade das informações

As entidades religiosas também vêm conclamando uma visão ética e moral sobre os avanços da engenharia genética, quando o foco são experiências com seres humanos. Religiosos vêm promovendo discussões e debates na TV, que buscam conscientizar e popularizar o tema, tirando-os dos ciclos científicos, e levantando questões sobre riscos não ditos pelos pesquisadores.

Lembram ainda que, o que muitos afirmam ser teoria da conspiração, vem se apresentando nos noticiários mais efetivamente como realidade prática do que como meras suspeições teóricas, haja vista as concretizações chinesas no tocante a experiência com embriões humanos, criação de macacos geneticamente modificados e a busca de criação de orgãos humanos em porcos.

Os riscos que essa tecnologia continue a ser utilizada sem critérios ou respeito pelos acordos e convenções internacionais é o fator mais preocupante, sobretudo se forem realizados por nações ou grupos na clandestinidade, e que buscam outros interesses que não a paz e segurança internacionais.

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#Ciência #Terrorismo #Religião