Atualmente, a maioria dos cidadãos brasileiros que deseja saber o que acontece no seu dia a dia não precisa mais comprar o jornal na banca, ligar o rádio ou a TV para acompanhar os noticiários dos grandes veículos: as informações estão disponíveis na internet em milhares de blogues, sites e redes sociais, com acesso ultrarrápido por meio de smartphones, PCs, notebooks, tablets, etc.

Porém, quase metade da população ainda não dispõe de internet com qualidade para fazer o mesmo. Consequentemente, nem tem como saber quais sites e blogues podem lhe fornecer as informações necessárias para estar bem informado.

Sem que exista uma regulação da mídia no #Brasil, que proteja o direito a pluralidade de informações, o Poder Executivo Federal e o Congresso estudam dificultar o acesso à internet e penalizar os cidadãos que fazem críticas aos maus políticos e seus financiadores.

Ameaça à democracia

A sociedade se vê diante de um eminente retrocesso democrático caso não se organize e lute pelos seus direitos.

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Mas, como #democratizar a #Comunicação para enfrentar a “grande imprensa”, venal e partidária (conhecida pela sigla “PIG Partido da Imprensa Golpista), que distorce as notícias para defender os interesses das classes dominantes?

Em vez de reclamar sobre o fato da mídia ainda não ter sido regulamentada no Brasil, como já é na França, Inglaterra, Itália, Portugal, México e até nos EUA, vemos que falta-nos pensar nas ações possíveis para que a “imprensa independente” também possa chegar a toda população, de forma a promover o debate democrático da sociedade.

Como democratizar a mídia

O princípio é simples, e básico: se nem todos têm smartphones com acesso a internet e muitos ainda, principalmente, assistem TV, ouvem rádio e leem jornais, é preciso que esses meios de comunicação tradicionais ofereçam opções que permitam às pessoas se informarem sem a dependência do jornalismo panfletário dos “grandes veículos” de mídia.

A proposta aqui apresentada é a construção de um grande portal cooperativo de mídia, que reúna blogues, sites e veículos digitais de informação, além da produção de conteúdo para programas informativos de TV e rádio, jornais, em todo o país, criando, assim, uma “Rede Nacional de Notícias” alternativa, em todos os canais possíveis.

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Para se fazer um bom jornalismo são necessários profissionais qualificados que busquem a notícia onde ela estiver. A união de profissionais autônomos ou detentores de sites, blogues, etc., pode originar uma grande rede cooperativa para se contrapor ao “poderoso” PIG.

Mãos à obra

Hoje, a informatização permite combinar o trabalho de diversos profissionais de mídia, em milhares de cidades brasileiras, e remunerar esse trabaho conforme a audiência proporcionada pelas informações, opiniões, fotos, infográficos, vídeos produzidos, etc., em um “megaportal” de notícias cooperativado.

Nossa sugestão é promover encontros de profissionais (jornalistas, radialistas, videomakers, publicitários, profissionais de TI, administradores, educadores, artistas, etc.) e começar o trabalho para estabelecer as premissas e formas de cooperação que possibilitem a criação desse grande portal: a “Rede Nacional de Notícias”.

Quem se habilita?