A velha frase "Não entendo nada de #Política" precisa ser abandonada definitivamente pelos brasileiros.

Neste início de 2017, fatos alarmantes prenunciam o caos e nos intimam a tomar medidas, individualmente, como cidadãos, a fim de depositar um tijolo na construção de um país mais funcional.

Cada cidadão e cidadã brasileiro tem uma contribuição possível ao seu alcance. O acesso à informação básica sobre administração pública e ciências políticas é a primeira ferramenta de que necessitamos para consertar o Brasil.

Trabalhadores voluntários nessa missão de empoderar o povo brasileiro, transmitindo educação política básica, são bem-vindos.

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Professores, cientistas políticos, servidores públicos e profissionais afins precisam arregaçar as mangas para educar o povo contra os oportunistas disfarçados, como alguns que chegaram aos cargos de prefeitos, governadores ou presidentes, e que já demonstraram que podem quebrar um país.

Não podemos mais continuar a repetir indefinidamente que o povo não tem informação para exercer o direito do voto. As manifestações nas ruas já angariaram progressos inestimáveis para a sociedade brasileira ao longo de sua história, mas agora já é hora de explorarmos outras soluções.

Como resolver o problema da falta de informação política do nosso povo?

No tempo dos vídeos, "lives" em sites como YouTube, Vimeo e outros, com uma popularidade estupenda, é fácil disponibilizarmos aulas básicas e acessíveis sobre a estrutura política brasileira, explicando as posições e funções dos políticos na nossa estrutura de governo.

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Grande parte do povo brasileiro busca e sorve informação, desde que ela seja adequada ao seu nível de entendimento. Portanto, precisamos de informações facilitadas e relevantes.

Também em espaços físicos, a organização de palestras gratuitas no seu condomínio, clube, igreja, reunindo pessoas da academia, grupos de amigos, companheiros do futebol, das aulas de artesanato, das aulas de dança. Enfim, as modalidades de interações sociais são infinitas, mas todas podem ser oportunidades de reunir pessoas para participar de uma troca de conhecimentos sobre o cenário político atual e possíveis soluções.

Como nação, não temos mais tempo nem condições financeiras para acreditar e esperar inocentemente que o nosso inimigo nos dê ferramentas para derrotá-lo. O nosso inimigo é esse mesmo, o falso político que se aproveita da imaturidade do povo brasileiro para se eleger e reeleger indefinidamente, e a ferramenta para derrotá-lo é a informação.

É preciso propagar a ideia de que a educação política disseminada é a única arma para tirar o país dessa situação caótica.

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Agora já estamos pagando a conta com a falta de atendimento médico, escolas, empregos e até salários

As ocorrências no Estado do Espírito Santo, que entrou o mês de fevereiro sem policiamento, e sofreu com saques e homicídios em decorrência de uma greve, com um Estado inteiro submetido à lei do mais forte; o Estado do Rio de Janeiro contando com um recorde de mortes de policiais em janeiro de 2017, funcionários do Estado sem pagamento, tendo que angariar cestas básicas a partir de doações de colegas e da sociedade em geral, a Universidade do Estado ameaçada de fechamento, escolas do governo ocupadas por alunos em 2016; rebeliões que resultaram em inúmeras mortes em presídios no Norte e Nordeste do Brasil; o número crescente de políticos que nós escolhemos e confiamos para administrar o nosso dinheiro, presos e condenados a penas pesadas; todos esse fatos e inúmeros outros de igual gravidade precisam nos inspirar para o conserto do país, através de manifestações públicas pacíficas, mas também através de ações mais profundas, quais sejam as que darão ao povo condições de julgar administrações indevidas, e em vez de exigir honestidade de políticos corruptos, substituí-los por honestos. #Corrupção #Crise econômica