Vejam só, o Bill Gates, o poderoso da Microsoft, fazendo previsões, ligando as sirenes de alarme quanto a iminente instalação de pandemias terríveis. Aliás, tem gente demais profetizando o fim do mundo por colisão de um meteoro, ou pela disseminação de radiação vinda do Japão, entre muitas outras tão graves que dá um friozinho na espinha, aquele medo incubado.

O reaparecimento na área urbana, aqui no Brasil, do vírus da febre amarela, principalmente esses casos detectados em Minas Gerais, provoca um frenesi e leva muita gente a questionar se deve se vacinar ou se adia a viagem.

Certa vez cursando o mestrado, fui impelido a fazer uma pesquisa em torno do vírus H1N1 pelo fato de ele ser de grande letalidade e de disseminação muito rápida, podendo infectar milhões de pessoas em questão de meses.

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O mais completo material publicado que encontrei na internet foi no site do Pentágono. Lá estão considerados desde os sintomas até as providências que eles tomarão caso venhamos a ser atingidos em cheio pela peste. Há aspectos curiosos e ao mesmo tempo dramáticos, tal como: não há como produzir vacina suficiente para imunizar todos os seres humanos pela insuficiência de meios de produção e de ovos de galinha onde o vírus é incubado.

Também, se todos os reatores de todas as fábricas de remédio do mundo passassem a fabricar um antiviral, levariam mais de dez anos para suprir a demanda. Ou ainda, as mortes seriam de tal monta e tão depressa que não haveria como enterrar os corpos por absoluta carência de local e ou de coveiro. Assim por diante.

Mas o que temos visto em epidemias na atualidade é que as ações sanitárias são também muito eficazes fazendo um cerco, controlando.

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Nem sempre, ou quase nunca, essas desgraças acontecem como imaginamos, mesmo no pico da peste. Há mudanças de comportamento tanto do hospedeiro quanto do germe e o andar da epidemia pode tomar direções inimagináveis. Como por exemplo: no caso do vírus Ebola na África, a epidemia ficou muito mais limitada do que se esperava, parece que perdeu a potência, tendeu a ficar crônica. Penso que um micróbio de muita potência provoca a morte do hospedeiro e assim também morre.

Sob um olhar no biopoder resta a questão, numa possível endemia quem será escolhido primeiramente para tomar a #vacina e/ou o antiviral? Qual pessoa terá a prioridade na fila do tratamento em uma pandemia ? Quem deterá o recurso terapêutico e a quem privilegiará? #Bill Gates