A realidade, infelizmente, é desoladora, pois no Brasil a taxa de feminicídios é de 4,8 para 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Fica perceptível, que a violência contra a mulher está aumentando significativamente no Brasil.

E os brasileiros, infelizmente, estão se habituando à #Violência contra as mulheres. Vemos diariamente mulheres sendo espancadas, estupradas e muitas vezes mortas. Parece que depois de um tempo de uma “relação romântica” alguns homens passam a tratar a mulher como uma propriedade, então, começam a ver a mulher como sua posse e não como a companheira.

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É aí que entra o comportamento de brutal. Quanto mais inseguro ele fica, mais agressivo passa a ser seu comportamento. É comum os homens serem apreciados pela força e agressividade, sendo assim, acham que têm o direito de se impor e, se sentirem contrariados, recorrem à agressão verbal e física.

O que fazer?

As mulheres morrem barbaramente todos os dias no Brasil, basta acompanhar os noticiários. Aí vem à pergunta: por que muitas mulheres ainda se calam diante da humilhação a que são submetidas e sofrem caladas? Por que não denunciam seus agressores? Algumas sentem receio por sofrerem ameaças do agressor. Elas ouvem dos agressores, que se denunciar sua vida será um “inferno”. Por medo, não prestam queixa formal da violência. A autoestima da mulher que sofre maus tratos fica comprometida, ela se sente desvalorizada e sem a capacidade de ser amada ou de amar.

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Segundo a Lei Maria da Penha, existem cinco formas de violência doméstica e familiar e nem todas deixam marcas físicas evidentes: psicológica, física, sexual, patrimonial e moral.

A omissão diante da violência também é responsabilizada pela Lei, fazer de conta que não viu nada, omitir ou ser conivente com uma agressão aos direitos da mulher também é uma maneira de praticar violência.

Não existem perfis de vítimas e agressores e nem padrões absolutos de comportamento. A violência doméstica não escolhe idade, classe social, raça, cor ou escolaridade. Em resumo, a violência doméstica e familiar pode ser praticada por qualquer pessoa que tenha ou teve relação íntima e de afeto com a vítima, independentemente do sexo desta pessoa. É importante saber que, embora apareçam nas pesquisas como maioria, nem sempre os agressores são do sexo masculino.

O melhor a fazer é denunciar o agressor o quanto antes e evitar que as agressões físicas fiquem muito mais graves.

O que precisamos melhorar?

Na hora de fazer a queixa, existe todo um tramite legal, que faz com que a mulher sinta medo e vergonha de denunciar o agressor.

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Para que sejam cumpridas as leis, é preciso aceitar que a violência é real, gera submissão, culpa, vergonha e medo. Então as pessoas que trabalham com isso, também tem que se conscientizar e saber ouvir a denunciante, e ter mais paciência e compreensão ao atendê-la.

Faltam estruturas, melhorar o atendimento, orientação e fiscalização do cumprimento das leis. Os profissionais têm dificuldade em ouvir queixas, interrompem os relatos, questionam a vítima e põem em dúvida a necessidade de medida protetiva. Além disso, os inquéritos demoram tanto, que muitas morrem antes de tomarem alguma medida protetiva.

O mais simples ato de violência já deve ser tratado com cautela e cuidado, porque nem toda agressão leve vai se tornar uma agressão grave, mas quase toda agressão grave, tem por trás um histórico de agressões que foram se agravando com o passar do tempo. #Feminicídio #LeiMariadaPenha