Alguns comentaristas chegam ao ponto de especular que o atual presidente do Brasil, Michel Temer, já vinha nutrindo o desejo de “assumir as rédeas” do país bem antes do mês de maio, quando ocorreu o afastamento por 180 dias de #Dilma Rousseff. Mas, algo que talvez Temer não tenha conseguido avaliar foi o elevado nível de antipatia de grande parte da população, que ele adquiriu em tão rápido período de tempo em que está no poder como autoridade máxima no Planalto Central.

Praticamente qualquer pessoa que resolve assumir tamanha exposição pública passa a ser alvo de vários tipos de comentários, investigações e ameaças, em geral.

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Um exemplo notório do contexto adverso no qual o país está mergulhado e o próprio Temer, contido nele, foi a tentativa infrutífera de um hacker em extorquir a jovem primeira-dama, #Marcela Temer, no mês de abril de 2016, sob o tom contundente de ameaças com a liberação de conteúdo gravado em áudio em um celular - o que traria consequências muito negativas ao marido dela.

Entretanto, a situação tende a ser abafada, uma vez que um juiz determinou à mídia e à imprensa, como um todo, abster-se de fornecer “publicidade a quaisquer dados e informações obtidos no aparelho celular". Ou seja, não será dessa vez que o fraudador virtual terá êxito em tirar dinheiro de forma ilícita da família Temer, seja com imagens íntimas, ou mesmo com áudios.

Obviamente que a proibição em questão só traz mais especulação e curiosidade sobre o real conteúdo dos arquivos audiovisuais.

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Será que foram captados somente fatos do cotidiano familiar de Temer, Marcela, do filho do casal e outras pessoas próximas, ou são informações que poderiam virar a República de cabeça para baixo?

O jornal “Folha de São Paulo” até chegou a veicular, na última sexta-feira (10), matéria com o diálogo entabulado entre Silvonei de Jesus de Souza, o hacker, e Marcela Temer, em que foram proferidas palavras ameaçadoras que atingiam em cheio a Michel Temer. A partir daí, Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, juiz da 21ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (DF), entrou em cena rapidamente, blindando os Temer e proibindo terminantemente que os profissionais da imprensa abordassem o teor das informações conseguidas com o celular.

O criminoso virtual foi detido em 11 de maio do ano passado e julgado culpado em 24 de outubro e ficará encarcerado pelo período de 5 anos e 10 meses. Vale frisar de que seria ótimo se a justiça fosse também rapidamente aplicada para todos os cidadãos e não só para os políticos.

De qualquer modo, a ambição da extorsão de Silvonei, visando conseguir R$ 300 mil para que ele não divulgasse a fala de Marcela, depois que clonou o telefone celular dela, acabou determinando que ele fosse parar na cadeia. O mais curioso de tudo isso é que as escutas não autorizadas ocorreram justamente na ocasião em que era discutida a probabilidade de Dilma Rousseff sofrer impeachment. #Impeachment