As histórias são inúmeras e contadas por mulheres de todas as idades, acerca do #Abuso Sexual que vivenciam diariamente, dentro dos meios de #Transporte coletivo em todo o Brasil.

Esta é mais uma constatação vergonhosa e revoltante do retrato social brasileiro, no que diz respeito às "questões de gênero" que indigna não só mulheres, principais vítimas deste tipo de violência, mas também homens de caráter que tem a simples, porém incontestável compreensão de que o "corpo da #Mulher", embora estando dentro do transporte público, não é "público". Portanto, não cabe aceitar nenhum tipo de manifestação desrespeitosa à sua integridade física ou moral.

Publicidade
Publicidade

Lamentavelmente, o ambiente do transporte coletivo, geralmente lotado, favorece a prática do abuso assim como é fator de constrangimento para a vítima que, na maioria das vezes, silencia tentando afastar-se do agressor. Logo, entre a indiferença de quem oferece o serviço de transporte e o ambiente favorável ao assédio, as mulheres vão colecionando histórias desagradáveis que se repetem e se multiplicam Brasil afora.

Quem está preocupado com esta situação? Parece que além das vítimas, ninguém!

Com raras exceções, a exemplo da Lei 5.709, sancionada em junho de 2016, de autoria da Vereadora Carla Stephanini (PMDB em Campo Grande, Mato Grosso do Sul), que visa combater o assédio dentro do transporte coletivo, o que sobra é o discurso velado do "faço de conta que não vejo".

Publicidade

E, como diz o ditado, "o que os olhos não veem o coração não sente". Aliás, quem deve sentir mesmo são as meninas, moças e senhoras, que enfrentam como podem tamanho descaso e desrespeito.

Segundo pesquisa realizada em dezembro de 2015, pelo Data Folha, com 1.092 pessoas no Estado de São Paulo, 35% afirmaram ter sofrido algum tipo de assédio dentro do transporte coletivo. Deste percentual 76% são mulheres. Esta pesquisa é só uma pequena amostra dos numerosos casos relatados em todos os estados brasileiros.

Faz-se necessário e urgente que a lei criada no Mato Grosso do Sul tome proporção nacional com ações sistêmicas no intuito de combater, educar e penalizar os agressores. E as mulheres precisam ser encorajadas e apoiadas para agir no enfrentamento desta situação de vulnerabilidade. Talvez assim no futuro, tenhamos menos do que nos envergonhar.