O projeto governamental de reforma da Previdência Social propõe, entre outros pontos, a questão temporal, o tempo de contribuição, condenando o brasileiro de conseguir a aposentadoria plena, integral, somente após 50 anos de contribuição. Joga para os nossos conterrâneos com mais de 75 anos uma previsão fajuta de perene e otimista melhoria da nossa expectativa de vida num futuro próximo.

Sabe-se, no entanto, que são precisos dois contribuintes na ativa para manter o provento de um aposentado. Mas o governo, alegando que é obrigatório um ajuste neste aspecto de ampliação do tempo de recolhimento, parece ignorar outra reforma crucial para que a #Previdência não venha falir, fato que já está aqui batendo na nossa porta da frente.

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O fato é que precisamos, deveras, é de contribuintes aos montes, e contribuintes às pencas se produzem com a maternidade irrestrita. Devemos é adotar programas de controle da natalidade com o objetivo de aumentar a taxa de #Fecundidade da mulher brasileira que anda hoje na minguada casa de 1,82, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), onde cada casal tem menos de 2 filhos.

Fica fácil entender que dois seres gerando menos que dois outros novos e, fazendo uma continha rápida, vê-se que em poucos anos à frente teremos uma insuficiência mortal de contribuintes. Estaremos prestes ao despovoamento do país, e sem mão de obra operante não há economia que aguente. A taxa de fecundidade tem que ser maior que 2 para haver crescimento populacional, sem risco de que os velhos todos morram com os jovens ficando pobres e desempregados.

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Outra opção seria plagiar os europeus, que incentivam a imigração, mas não admitem o estrangeiro oficialmente, precisam dele como mão de obra não contabilizada nas estatísticas oficiais.

A França precisa do marroquino e do argelino, pois a taxa de fecundidade da mulher francesa é menor que 1,5. Semelhante problema tem a Alemanha, Espanha e Inglaterra. As bravatas nacionalistas não conseguirão, pois não podem sustar, deter os que vem de fora para trabalhar, e será uma multidão.

A todo o momento vemos aqui na internet anúncios de boas vindas para imigrantes brasileiros qualificados por Portugal e pelo Canadá. Olhando por este ângulo aqui explanado dá para entender essa fome por contribuintes.

Do mesmo modo, sem produzir o aumento significativo da natalidade no Brasil ou sem admitir levas de haitianos ou "bolivarianos" ou quaisquer outros, o martírio do velho brasileiro proposto na reforma da Previdência será injusto e em vão. #Economia