Feriado é bom, é tempo de descanso e de fugir um pouco das responsabilidades em busca de lazer. Mas existe algo peculiar com o #Carnaval. São vários dias em que as pessoas se dedicam a fazer tudo o que já fazem normalmente, mas em maior intensidade e escala. Sexo, bebidas, drogas, lixo nas ruas, tudo em prol de uma falsa alegria, que vem e passa.

Na televisão, só se fala de bloco de rua, escola de samba e desfiles mega produzidos. Rainhas de bateria sempre são musas famosas, de corpo escultural, que passam quase uma hora seminuas numa avenida, dançando e se exibindo. Os temas dos sambas são variados, ao menos nisso existe algum proveito: é necessário estudar o tema para criar a letra.

Publicidade
Publicidade

Porém, ao final, ninguém se lembra dela, já que o foco foi apenas beber até cair, transar até acabarem as camisinhas (isso se e quando as usam) e admirarem belos corpos, tanto masculinos quanto femininos.

E o que falar dos trios elétricos e dos blocos de rua? Muita sujeira envolvida, já que o povo brasileiro conseguiu manter por séculos o hábito de ser porco, que veio dos portugueses da Idade Média, e parece não querer abdicar de tamanha herança. Copos plásticos, papel higiênico, cacos de vidro, garrafas e latas de cerveja, vinho e várias outras bebidas alcoólicas, todos espalhados pela cidade. Cheiro de urina em cada esquina. Moradores revoltados porque não podem mais ter uma noite de sossego, se escolhem ficar em casa e dormir ou assistir um filme legal em família. Cenas muitas vezes explícitas de sexo em becos e ruas pouco movimentadas.

Publicidade

E ai de uma criança que passe por ali, por ser caminho de casa ou porque quis ir ao mercadinho comprar doce.

E as crianças - as que são feitas nessa época do ano? São as que vão lotar as maternidades no fim do ano, entre setembro e novembro. O sistema público de saúde já é péssimo, imagina nessas épocas? Fora os pré-natais, muitas adolescentes e jovens grávidas sem ao menos se lembrarem do rosto do pai de seus filhos.

Viram só? Não foi preciso nem ao menos envolver religião para descrever como o Carnaval é maléfico (ou o ser humano?). Tudo o que se deve desejar é um bom carnaval, mas se sabe que não será. #Opinião