Nunca a palavra #Feminismo foi tão falada e divulgada como nos últimos anos. Muitas mulheres ganharam espaço nos meios de comunicação, evidenciando os problemas enfrentados há anos por causa do machismo e da falta de representatividade. O movimento nasceu na França e Inglaterra, no século XIX, onde um grupo de mulheres demandava alguns direitos que, até então, eram exclusivos dos homens, como o direito de votar, trabalhar, decidir com quem e quando casar. Historicamente, o feminismo busca garantir que a participação das mulheres na sociedade seja equivalente à dos homens. No entanto, as adeptas desta corrente ideológica afirmam que atualmente não existe um movimento único, mas sim “feminismos”.

Publicidade
Publicidade

Meu corpo, minhas regras

As novas feministas formam grupos distintos, suas razões muitas vezes são iguais, mas cada um tem sua visão e estratégia na conquista pela igualdade. As adeptas ao segmento usam o corpo como forma de expressão, protestam de maneira ousada, são irreverentes, defendem a liberdade sexual e reprodutiva. A forma de comportamento atrevido parece uma maneira de combater os ataques que recebem. Hoje as participantes trazem diversas reivindicações e diferentes formas de protestar. Nas manifestações públicas, o topless já se tornou tendência global. Em vez de apostar no mais apropriado, ou politicamente correto, as militantes passaram a fazer o oposto. Chocar é a palavra de ordem. Entretanto, se a expressão "meu corpo, minhas regras" sugere que ninguém pode tocar no seu corpo sem sua autorização, em casos de aborto, a mulher que abriga o feto, não pode ser dona absoluta das regras.

Publicidade

Lugar de mulher é onde ela quiser

“Nosso lugar não é no fogo ou no fogão. A nossa chama é o fogo da revolução! ”, este é o brado das ativistas que resguardar-se da ideia de que lugar de mulher é onde ela quiser. Ao instituir uma imagem unitária de mulher, automaticamente se elimina outras da luta feminista. Entretanto, este último grupo não deixa de querer direitos igualitários, afinal, entende-se que o conceito de liberdade é inerente a qualquer indivíduo. Mulheres consideradas antifeministas são vistas como retrógradas, muito tradicionais ou merecem continuar “pilotando o fogão”. Falar de feminismo e #empoderamento no meio virtual tem resultado em muito debate e discussões sobre o tema, especialmente quando se expõe pensamentos controversos. A reação da militância é quase sempre agressiva. Esse tipo de comportamento transforma o feminismo da teoria em uma propaganda mentirosa, completamente diferente do feminismo na prática.

Empoderar denota oferecer poder a alguém. Entende-se, portanto, que empoderamento feminino remete ao ato de dar poder às mulheres. Na verdade, a luta é pela ampliação dos direitos da mulher, equiparando aos dos homens. Porém, vale lembrar que direitos estão sempre seguidos de deveres. Sendo assim, a “liberdade e igualdade” devem valer também na hora da responsabilidade. #Opinião