O governo federal resolveu liberar uma parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) das contas inativas, trazendo assim um alívio ao bolso de muitos trabalhadores. Afinal o que é uma conta inativa? A conta inativa de #FGTS é aquela que a pessoa deixa de receber os depósitos da empresa por extinção ou rescisão do contrato de trabalho, ou quando o trabalhador vai para um novo contrato de trabalho, e é aberta uma nova conta do fundo de garantia.

Até agora, tinha direito a sacar o FGTS de uma conta inativa quem estivesse desempregado por, no mínimo, três anos seguidos. A partir de agora, quem estiver atualmente empregado poderá sacar o valor da conta inativa, desde que o afastamento do emprego tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2015.

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Só não pode sacar o FGTS de uma conta ativa, ou seja, que está recebendo depósitos!

É bom esclarecer uma coisa nessa história toda: a liberação dos saldos existentes nas contas inativas do FGTS não é nada mais que uma forma encontrada pelo governo para agradar e acalmar a classe média que o levou ao poder, e que ficará com um pouco mais dos R$ 30 bilhões estimados para saque.

Uma outra coisa é que todo o dinheiro que está na conta do trabalhador é do trabalhador! É importante entender a questão da propriedade do dinheiro, mesmo levando em consideração a responsabilidade compartilhada. A medida anunciada pelo governo federal não é uma bondade, e sim uma boa oportunidade encontrada para alavancar a economia no país.

O recolhimento para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço a cada trabalhador é obrigatório.

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O recurso destinado ao FGTS poderia ser incorporado ao salário, valorizando assim o seu potencial e dando um valor mais correto a sua competência e expectativa de entrega de cada um, ao invés de ser um investimento, ou um retorno pela qualidade do trabalho.

O lado mais pobre da população - 8,4 milhões de trabalhadores de baixa renda atingidos pelo benefício - terá acesso a R$ 5,1 bilhões, o que resulta no valor médio de R$ 607. Se considerarmos apenas as contas com saldo de até um salário mínimo (68,3% do total das contas vinculadas), o benefício médio da grande massa de trabalhadores cai para apenas R$ 236.

Por outro lado, os trabalhadores com altos salários, pouco mais de 1,8 milhão de trabalhadores elegíveis ao benefício, terão acesso a R$ 24,9 bilhões, com valor médio de R$ 13.787.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço tem atualmente um pouco mais de R$ 500 bilhões em caixa. A retirada das contas inativas que foi autorizada deve limpar algo em torno de R$ 30 a R$ 34 bilhões do FGTS.

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Na matemática do governo, o montante pode chegar a R$ 40 bilhões.

É um valor significativo de retirada, porém nada que vá comprometer a base necessária de sustentação as concessões de créditos subsidiados para compra de imóvel. O dinheiro que fica depositado no Fundo tem o pior rendimento financeiro da praça, comparado até mesmo com a caderneta de poupança. Segundo alguns economistas o uso prioritário da grande maioria que tiver saldos inativos para receber deverá ser quitar dívidas.

Se o consumo das famílias é o que estava faltando para o fechamento do ciclo de recuperação da economia, então o saque do FGTS passa a representar o estímulo que faltava ao crescimento econômico. A previsão para o cenário econômico brasileiro é que o PIB (Produto Interno Bruto) atinja um crescimento em torno de 0,5%. Isso se os bilhões que serão liberados forem para as ruas.

#Brasil #eliminardividas