Uma #Escola tão protegida quanto um presídio. Ao dizer essa frase parece que tivemos uma suspensão temporária de nossa sanidade. No entanto, em uma sociedade com valores cada vez mais escassos e rasos, é necessário sim ter #Segurança inclusive nas escolas.

Falta de segurança pública

No Rio de Janeiro e em São Paulo, escolas destinadas ao público de alta renda têm sua segurança reforçada não somente com muro balístico ou películas no vidro capazes de suportar tiros de fuzil. Como também agentes armados que andam à paisana, como se fossem pais ou professores preparados para agir sob qualquer ato suspeito. O que evita algumas situações como: pais serem assaltados enquanto aguardam a saída de seus filhos, possíveis sequestros ou que carros e pessoas estranhas entrem no local.

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Infelizmente, como a segurança de nosso país não está em sua melhor forma, essas escolas se empenham em investir cerca de 2 milhões em aparatos de segurança.

Para que os alunos se sintam à vontade no ambiente escolar, a segurança é discreta. São inúmeras câmeras espalhadas pela escola, seguranças que interagem e se atentam ao redor, muros balísticos capazes de suportar explosões, tiros ou até um choque de um automóvel. A partir das salas de segurança internas e das guaritas é que são controlados os portões de acesso à escola, e como mais uma medida de segurança, também são blindadas. Lá também fica o botão de pânico, que imediatamente aciona a polícia. Mesmo nas ruas há seguranças que checam as placas dos veículos e fotos de seus possíveis motoristas. Ao passar pela guarita novamente a placa do carro é verificada e só é liberado para entrar na escola após essa dupla checagem.

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No livro Vigiar e Punir de Michel Foucault, o filósofo francês argumenta sobre a disciplina e nos mostra a planta de uma construção que a princípio pode ser tanto de uma escola quanto de um presídio ou mesmo de um hospital. A escola, na obra do pensador, é comparada a um presídio. Há semelhanças no espaço físico em que salas são distribuídas lado a lado sem nenhuma comunicação, muros altos, grades, a sala da diretoria que tem acesso a tudo e a todos vê, dentre muitas outras observações e constatações.

Por fim, quão violento será que está nosso país a ponto de escolas terem que investir muito dinheiro para garantir a segurança de seus alunos/clientes enquanto poderiam investir ainda mais em #Educação? Ou será que os pais e a escolas são exagerados? E pensar que na Grécia antiga o ato de educar se dava nas ágoras (praças) ao ar livre.