O clube de futebol Boa Esporte, de Varginha, na pessoa de seu presidente faz uma boa ação perante a sociedade quando, numa atitude corajosa e altruísta, contrata para compor o quadro de jogadores o #Goleiro Bruno.

Bruno foi condenado a prisão pelo sequestro e assassinato de Eliza Samudio, sua companheira e mãe de um filho. O processo durou anos com dezenas de agravantes e envolvimento de outros acusados. Foi levado a júri popular e o jogador estava preso desde 2010. Agora foi libertado na condicional graças a um habeas corpus.

A readmissão do ex-presidiário no ambiente de trabalho é muito importante para a sua #Recuperação tanto no aspecto físico quanto psíquico, e a volta à rotina dos gramados ficará mais fácil.

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O nosso sistema penal aposta que o aprisionamento é eficaz e tem como objetivo o retorno do preso à vida regular, junto a sua família e amigos. Assim conta com a volta do preso ao seu ambiente cotidiano. De outra forma seria impor a pena de prisão perpétua ou a pena de morte.

A população carcerária do Brasil, segundo dados extraoficiais, ultrapassa a casa dos 500 mil homens e mulheres, e as condições de encarceramento são precárias e desumanas.

Os últimos acontecimentos nas prisões de Manaus e Roraima, com saldo de mais de 100 mortos, refletem a enorme dificuldade em que o Estado se encontra no âmbito de oferta de vagas em prisões neste momento. A liberdade condicional e ou a prisão domiciliar podem representar um alívio para as instituições prisionais e uma melhoria na segurança do preso.

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Mas para isso necessita de colaboração dos cidadãos brasileiros, e a atitude do presidente do Boa Sorte é colaborativa, demonstra coragem e fé nas instituições, acredita na recuperação do Bruno, dando a ele os meios esportivos do clube, sua própria casa. Cabe agora o Bruno aproveitar ao máximo.

Não chegaremos a lugar algum apostando na derrocada da lei. Essa estória de que o bandido bom é aquele que já morreu implicaria em matar o máximo de bandidos possíveis e isso, no entanto, não vai extinguir o mal do seio da sociedade. Seria como copiar o absurdo e inimaginável terror dos campos de extermínio.

Melhor mesmo é apostar no Boa Esporte, continuar contando com o seu presidente e patrocinadores para salvar o Bruno do inferno em vida.