É indiscutível o fato de que o Dia Internacional da Mulher é um marco para lembrar as lutas femininas e suas opressões. Em contrapartida estamos ainda muito distantes do cenário aceitável de representatividade feminina em relação ao universo predominantemente masculino.

Outro fato - e este discutível -, é a abordagem da mídia e o espaço que os meios de comunicação têm reservado para o empoderamento feminino. Detalhe que a crescente não vem apenas para este tema mas para com todos os outros que remetem à desigualdade, como racismo, identidade de gênero e disparidade entre classes sociais.

A que custo?

Parece que o dever de casa foi feito.

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A custo de quê grandes veículos têm aberto amplo espaço para gritos de minorias? Fica a dúvida se os movimentos têm de fato despertado a sociedade ou se os interesses midiáticos têm ressaltado cada vez mais a hipocrisia humana.

E por este lado o interesse vem tanto da mídia "pop" quanto por parte dos homens "regenerados". Vamos lá! Minha marca tem como foco atingir o público feminino "esquerdista" então dá-lhe feminismo semanal.

A discussão sobre a representatividade feminina não deve ser moda mas sim parte de uma mudança na sociedade aculturada em não lidar bem com diferenças - e mais, oprimir os diferentes. Porque respeitar o que eu desconheço e tenho total desinteresse?

O empoderamento feminino deveria ser encarado como parte da reeducação social. O feminismo não visa diminuir a classe masculina e sim a #igualdade entre os sexos.

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A igualdade deve ser encarada de maneira natural. Independente das vertentes que tenham, as discussões sociais sempre giram em torno da #Educação - e, educação no sentido mais literal da palavra -, pois enquanto muitos decidiram sair da caverna grande parte da sociedade mantém-se reclusa. Glauco e Sócrates já discutiam na parábola de Platão, sobre a capacidade do ser humano enxergar com bons olhos o desconhecido ou acomodar-se ao que foi domesticado a praticar.

A problemática não está só na mídia

Nossas crianças têm sido instruídas que menino usa azul e menina rosa? No lar a mulher ainda é a imagem e semelhança da década de 50?

Aí que está. Um dos grandes desafios ainda se trata da representatividade da mulher no lar, na rua ela deve brigar por espaço e em casa em desconstruir o que foi definido. Qual é o papel que a mulher tem representado dentro de nossas casas?

Seria utopia o desejo de conquistar direitos igualitários?

Enquanto a sociedade não respira a cultura da educação, educação, educação, educação..... respeito e igualdade, a resposta é sim. #mulheres