Será triste, quando não um desastre, se for aprovado o projeto proposto pela União Nacional dos #Juízes (Unajuf) admitindo a filiação de juízes a partidos políticos, com intuito de se candidatarem a cargos eletivos. Se passar, poderemos ter juízes da ativa em atividades político partidárias.

Um juiz, ou promotor, tem acesso a informações, a círculos de influência, que o projetam muito acima dos simples mortais, começaria como um concorrente com uma mega vantagem sobre os demais.

A história dos homens e das nações, vem, no entanto, nos ensinando que poderosos governos no passado recente contavam com um judiciário submisso, às vezes aliado do poder.

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Na Alemanha de 1930, havia um tribunal nazista composto de juízes nazistas e produzindo sentenças nazistas, na Espanha de Franco também, e no governo militar no Brasil, em 1964 até 1980, o tribunal do júri julgava de acordo com as necessidades dos militares, inclusive indicando os prefeitos.

As consequências estão registradas para as gerações futuras e são colocadas como um desastre, um golpe na democracia, às vezes até fatal.

Os governantes facistas sempre necessitam de um judiciário para legitimar as suas atitudes autoritárias em detrimento do povo, e há juízes disponíveis para executar a tarefa, transformando então o ambiente da corte, que deveria, e deve, ser o mais imune possível em um balcão de negócios, muito distante de uma justiça desejável. A sociedade deve ver com muita restrição essa mistura de judiciário com executivo e legislativo, a democracia necessita da independência desses poderes como necessitamos do ar para respirar.

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O risco de um judiciário envolvido em ações legislativas, pode o conduzir à legislação em causa própria, e não é raro adotarem atitudes corporativistas que impõem à submissão as demais classes de trabalhadores.

No episódio da tomada da Bastilha na França do século XVII, o levante criou um exército popular que adotou um júri popular, as sentenças ali proferidas condenavam muitas das vezes a morte na guilhotina, o inusitado é que uma grande parcela dos executados eram juízes e promotores do regime deposto. #DEM