O #Brasil é o país do nada. A nação de um povo que não sabe da sua história, nem muito menos do que precisa.

O Brasil quase não conhece a história do Barão de Mauá, que implantou a primeira fundição de ferro e estaleiro no país, construiu a primeira ferrovia, iluminação pública a gás no Rio de Janeiro, criou o primeiro banco e instalou o cabo submarino telegráfico entre a América do Sul e a Europa. Depois de construir ativos da ordem de 155 milhões de libras esterlinas, o #Governo de D. Pedro II se encarregou de produzir a sua falência e destruição em 1878.

Mas essa não é uma novidade na história do Brasil. Um português saído de Lisboa para colonizar o Brasil enfrentaria longa viagem, fortes tempestades, risco de não alcançar seu destino e ainda teria que desbravar enormes florestas não desmatadas, adaptar-se à inexistência de cidades e hospitais.

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O empreendimento Caracu é nossa especialidade. Em 1532, Portugal institui o sistema de capitanias hereditárias dando poderes para fundação de povoamentos (vilas e cidades). A empresa da colonização era um empreendimento de altíssimo risco, sujeito à degradação, ataques de forasteiros. Das quinze capitanias, apenas Pernambuco e São Vicente prosperaram.

O engenho de açúcar exigia elevado investimento, alto custo de manutenção, situação severa de trabalho e suas receitas eram controladas por Portugal, que tinha exclusividade de compra da produção. As importações e exportações eram proibidas, exceto com a coroa. Eles vendiam seus produtos para Portugal por preços baixos e compravam as mercadorias caras. Viver no “Projeto Brasil” era um revezamento por súplicas à corte por ajuda financeira, suplicavam a intervenção militar contra invasores.

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O tempo passava e nada mudava. Sofremos 58 anos de dominação do imperador D. Pedro II. Como empreender qualquer negócio com um Estado dessa natureza? Mesmo após sua deposição, o Brasil era o país do café com leite, atrasado, pobre, escravocrata, cujo poder estava nas mãos de uma minoria que agia nos bastidores, sociedade secreta, onde as leis serviam apenas para os pobres.

Chegamos aos anos de 1920 com poucas indústrias, enquanto milhares de fábricas se espalhavam por toda Europa. Como ser capitalista se as instituições financeiras eram insuficientes? Como empreender se o governo não oferece carência para cobrança de impostos, sócio predador do faturamento das empresas? Conhece essa realidade? Não há planejamento. Qual era o plano?

O Brasil fica emperrado na história porque ele possui um Estado ambicioso e dominado pelas oligarquias cafeeiras. Quando o país começa investir na produção industrial, após a Segunda Guerra, o ambiente político interno é consumido pelo desejo comunista, influenciado pela Revolução de 1917 na Rússia.

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Mesmo sem ser capitalista, o país tinha demandas comunistas. Um caos total.

Não é preciso contar toda a história porque já sabemos o final. Após os últimos 15 anos de um governo populista, o país quebrou pela política econômica do aqui e agora, em detrimento do investimento para o futuro.

As empresas apostaram na política do governo que oferecia crédito facilitado para consumo. Após a fartura de espuma, temos empresas endividadas, consumidores sem crédito e escândalos de corrupção espalhados por todos os estados do país. Qual era o projeto estratégico do Brasil? Cobrar 40% de carga tributária da sociedade e distribuir o dinheiro entre os políticos, enquanto o país continua navegando sem rumo, estratégia e futuro?

O Brasil é o país do Carnaval, futebol, do jeitinho, do D. Pedro II que destruiu Mauá. Povo analfabeto que quando deseja, deseja mais escolas, saúde, educação. Por que não exige pagar menos impostos, afinal o dinheiro não vai ser roubado mesmo?

Somos o produto da história, passivo que as futuras gerações irão pagar pela completa abstenção política e desinteresse social com a desgraça que os políticos fazem com o país. Ratos que apenas trocam de nome, mas que estão aqui desde o descobrimento desta nação sem rumo. #2017