Este é um tema que desperta muita curiosidade por parte de alguns pais. Afinal, é correto esconder da criança a perda de um familiar para evitar que ela sofra? Ou é melhor contar a verdade e correr o risco dela ficar inconsolável e, até mesmo crescer com algum tipo de revolta?

Os especialistas garantem que falar de maneira aberta é o melhor caminho, pois se o filho vir o pai ou a mãe triste poderá, inclusive, “cuidar” deles, dando carinho e amor.

No entanto, é importante compreender e respeitar cada fase, pois cada uma tem uma percepção distinta para compreender o que é a #Morte. Aos 3 anos, a criança é ainda muito pequena e não tem consciência do que é estar presente ou ausente, por isso, não adianta explicar que o “vovô ou vovó” não irão voltar. O importante nesse caso é simplesmente compartilhar essa informação, sem rebuscar na maneira de contar o fato.

A partir dos 4 anos, a criança já compreende o aspecto irreversível da morte. Por isso, os pais podem escolher exemplos contextualizados, como por exemplo, dizer que: “quem morre para de respirar” ou que ainda: “não pode mais visitar os netos, etc.”.

Ao caminhar para a pré-adolescência (dos 9 aos 11), o ideal é não fantasiar na hora de contar a notícia. Essa é uma fase muito delicada e de muitos questionamentos críticos, por isso, é bom que os pais estejam bem informados para saber esclarecer as dúvidas dos filhos e, assim, fazê-los valorizar muito mais o sentido da vida.

As crianças sofrem a dor da perda e têm um jeito próprio para superar esse sentimento. Algumas superaram rapidamente, outras nem tanto, por isso, antes que aconteça a morte de algum familiar ou amigo querido, pense em como você pode introduzir esse assunto sem chocar seus filhos. Uma alternativa é inserir em sua biblioteca pessoal #Livros que falem sobre esse assunto. Veja alguns.

5 livros que tratam o tema de forma mais leve e até divertida: #crianças

  • O Pato, a Morte e a Tulipa, Wolf Erlbruch (Cosac Naify): o protagonista é perseguido pela morte desde o nascimento.
  • Menina Nina, Ziraldo (Melhoramentos): a morte da avó é o ponto de partida dos diálogos.
  • Não É Fácil, Pequeno Esquilo, Elisa Ramon (Callis): trata de sentimentos como saudade, após o esquilo do título ficar sem mãe.
  • A Velhinha Que Dava Nome às Coisas, Cynthia Rylant (Brinque Book).
  • O Dia em Que a Morte Quase Morreu, Sandra Branco (Salesiana): após uma briga, as personagens Vida e Morte permanecem ligadas para sempre.