É crescente o número de profissionais da saúde que consideram o acesso a material pornográfico um comportamento vicioso e nocivo a sexualidade saudável. Especialistas relacionam uso abusivo a depressão, estresse, ansiedade, alteração na satisfação sexual, amorosa e pior na qualidade de vida. A facilidade no acesso ao material adulto é apontada como a principal causa para o aumento de casos envolvendo o #vício em pornografia.

É cada vez maior a mobilização nas redes sociais em torno do assunto com inúmeros fóruns em que no anonimato homens e mulheres relatam as lutas desencadeadas por esse vício e defendem a abstinência do prazer virtual.

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O pesquisador e biólogo americano Gary Wilson é um dos entusiastas do movimento chamado "por-rebbot", reinicialização ao pornô em português, que defende o rompimento imediato e irrestrito ao acesso a qualquer material pornográfico. Vale ressaltar que o está completamente dissociado de uma perspectiva moral ou religiosa do assunto.

O tema não está restrito aos anônimos, pois, nos últimos tempos vários artistas usaram as redes sociais para desabafar sobre os conflitos que vivem por causa da #pornografia. Em 2016, o ator Terry Crews, conhecido por interpretar o personagem Julius na série "Todo mundo odeio o Cris" fez um longo desabafo na sua página no Facebook, onde contou como sofreu e teve seu casamento quase destruído pelo vício em material pornô.

os principais efeitos negativos da pornografia

Conheça alguns efeitos nocivos do acesso abusivo a materiais pornográficos destacados por usuários, cientistas, psicólogos e terapeutas sexuais:

Objetificação do parceiro, em especial das mulheres - Como o uso de pornografia é bem mais comum entre os homens e pela própria sexualidade característica de ambos os gêneros, a tendência para a objetificação recai principalmente sobre as mulheres.

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No mundo pornográfico as mulheres são apresentadas como simples objetos para a satisfação sexual dos homens.

Expectativas irreais a respeito da sexualidade - O mundo pornô oferece a ilusão do prazer sexual sem limites e aqueles que consomem esse material acabam por projetar essas expectativas irreais no parceiro, o que sempre acaba em frustração para ambas as partes.

Dificuldade de se excitar com parceiros reais - O uso constante de conteúdo adulto condiciona o indivíduo a um padrão praticamente impossível de ser reproduzido numa relação sexual real, o que acaba dificultando a excitação do mesmo no mundo real.

Desvios na sexualidade sadia - A pornografia promete um prazer que não é capaz de satisfazer plenamente. Muitos usuários desejam sempre uma quantidade maior e mais depravada de material erótico, o que em alguns casos ultrapassa o ambiente virtual produzindo comportamentos danosos e até criminosos na sociedade.

Dificuldade nos relacionamentos sociais - Muitos usuários são unânimes em relatar que quanto maior o envolvimento com a pornografia mais se isolavam das interações sociais, bem como sentiam uma diminuição considerável em relação a produtividade.

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Esses são alguns aspectos negativos relacionados ao uso abusivo de material pornográfico. É claro que isso está longe de ser unanimidade na comunidade científica e entre os que dele fazem uso. Porém, os fatores negativos são reais e não podem ser ignorados. Ao pesar na balança, boa parte dos que fazem uso desse tipo de conteúdo sentem que o preço por esse prazer é momentâneo, ilusório e caro demais. #2017