Vivemos em um mundo que prega que devemos ser os mais bonitos, instruídos, ricos, eloquentes. Não que ter esses atributos seja algo ruim, mas cada um tem um conceito do que é belo, do que é ser inteligente, muitos não valorizam a riqueza material ou ainda não a conquistaram, mas a sociedade estabelece padrões, isso faz com que as pessoas busquem em um ritmo frenético, meios para conquistar o que é "exigido" , para ser "igual", fazendo comparações desnecessárias, esquecendo que cada um é único e tem sua parcela de contribuição a oferecer em sua esfera de atuação, sendo assim, muitos acabam esquecendo seus sonhos para viver o de outras pessoas, para satisfazer alguém ou algo.

A #comparação é extremamente perigosa, você já parou para pensar porque queremos ser iguais aos outros? Porque queremos ter o melhor carro, tirar a melhor nota, ser o mais inteligente da turma, ter um corpo "sarado", morar em uma casa grande em um bairro nobre, ir para o exterior? Esses são bons desejos, mas nem sempre conseguimos alcançá-los no tempo que queremos ou da forma que planejamos. Quando queremos alcançar essas coisas simplesmente por estar na moda, porque o outro possui, ou para mostrar que somos "melhores" adentramos num terreno muito perigoso: nos sentimos frustrados! Essa frustração nos leva a comparar nossa vida com a de outras pessoas, sem ao menos perguntar: "Eu realmente preciso disso?" Essas comparações são as mais diversas: "ele toca piano tão bem e eu não sei tocar nada; o filho da vizinha é médico e o meu quer ser professor; nossa! ele já tem duas faculdades e eu nem consegui terminar primeira; minha amiga tem três filhos lindos, trabalha, estuda, o marido é um advogado brilhante e eu mal consigo cuidar de apenas um filho e o emprego do meu marido não é lá essas coisas; minha amiga parece ter uma vida perfeita! Aquela mãe amamentou, eu não consegui, ela voltou ao mesmo corpo de antes da gravidez e eu não?" Percebem como isso é triste?!

Notaram aonde está o perigo? Porque meu filho precisa ser médico? Porque preciso realizar as coisas todas de uma vez, ao invés de fazer o que eu posso, dentro da minha capacidade? A comparação nos leva a vários sentimentos ruins, dentre eles: angústia, ansiedade, cobiça, inveja, ficamos desmotivados, ansiosos, tomamos atitudes sem pensar nas consequências, arriscando a saúde física e mental para seguir o que a sociedade estabelece como bonito, melhor, mais coerente. Há mulheres que entram em depressão por não conseguirem ser iguais as das capas de revistas, estabelecendo para si padrões de beleza inalcançáveis, homens frustrados por não conseguirem satisfazer o desejo do pai de cursar medicina, por não ter os músculos perfeitos ou ainda por estarem numa profissão que não era seu desejo, apenas para satisfazer o desejo de outrem. Percebem o perigo? Mudamos o curso da nossa vida para ser o que os outros querem, é isso mesmo?

Afinal, o que é mais importante? O que me faz realmente feliz e realizado? Muitas vezes perdemos boas oportunidades de ser feliz, de viver o presente, porque planejamos um futuro que não queremos, ansiando ter o que não temos e ser quem não somos pra satisfazer quem não conhecemos ou aqueles que achamos que são detentores do que há de "melhor." Somos únicos! Cada um possui dons e talentos e tem importantes contribuições a oferecer em sua esfera de atuação. Já imaginaram como seria se tivéssemos tudo? conhecêssemos tudo? Onde estaria o prazer de conquistar, de crescer a cada dia? Cada um vive circunstâncias que não sabemos, ninguém conhece a vida do outro pelas redes sociais.

Viver o presente, amar nossa família, rir muito, nos aceitar como somos e buscar o melhor dentro de nossa capacidade, pode fazer com que sejamos muito mais produtivos. Não devemos esquecer: não é errado querer ter o "melhor", mas devemos sempre nos perguntar: " é o melhor para mim? isso me faz feliz?". Que sejamos reais! Vivamos o presente para aproveitar o futuro, saindo da nossa zona de conforto. #2017 #Opinião