Vivemos em uma sociedade machista, em que as mulheres ainda não tem liberdade de escolha ou opinião. Se uma #Mulher usa roupa curta é retratada como vulgar, ou se ela se veste com algo mais descontraído e confortável é sinal que ela é mulher-macho. Para os homens, isso é motivo suficiente para uma agressão ou até mesmo o estupro, eles acreditam que isso irá provar sua superioridade em relação as mulheres, na qual jugam ser o "sexo frágil", porém já foi provado mais de mil vezes que de frágil as mulheres não têm nada.

A maior parte das ocorrências em relação ao abuso contra o público feminino neste ano foram registradas no período da folia, deixando claro que esse tipo de festa acolhe muito machista; de acordo com pesquisas lançadas no último dia 3 de março (sexta-feira), o canal de denúncias recebeu cerca de 2.132 ligações no período, esse percentual caiu 1,6% em relação ao ano passado, que foram registrados 2.167 casos.

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A Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo federal afirma que durante os quatro dias de carnaval a quantidade de denúncias de violência sexual subiu 90%.

A #Violência contra as mulheres é um problema grave na sociedade, sendo que muitas vítimas se sentem acuadas ou não tem coragem de denunciar o agressor, que por muitas vezes são seus parceiros ou familiares. De acordo com a secretária de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, a quantidade de denúncias está relacionada ao encorajamento realizado por campanhas de conscientização promovidas pelo governo.

Dentre as ocorrências, a maior parte está relacionada a violência física contra as mulheres, em seguida violência psicológica e violência moral, como se fosse pouco, ainda houve 68 casos de cárcere privado e 4 atendimentos de tráfico de pessoas.

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Os autores dos crimes geralmente são homens, entre 25 e 35 anos (90% dos casos).

“Acreditamos que, com informação, mais mulheres estão tendo coragem de ligar para o 180 e denunciar casos ou buscar orientação. Sabemos que no período do #Carnaval muitas mulheres são alvo de violência sexual, que vão desde o assédio até ao estupro. É preciso trabalhar ações efetivas para coibir esse tipo de crime, não só no Carnaval, mas em todas ocasiões”, afirma a secretária Fátima Pelaes.

Em relação as vítimas, a principal faixa etária está entre 18 e 30 anos, sendo que este grupo está relacionado a 38% das queixas no Distrito Federal.

Essas denúncias são absurdas pelo simples fato de que não deveriam existir, em nenhuma circunstância, ninguém pode ser considerado dono de alguém, a ponto de coagir, prender, agredir ou até mesmo vender alguém.

Se você mulher sofre qualquer tipo de agressão, não deixe de denunciar, LIGUE 180 e receberá total apoio do governo, as ligações são gratuitas e podem ser realizadas de qualquer região do país.