Os nacionalistas dizem que a #Petrobras é um patrimônio do povo brasileiro e que qualquer negociação envolvendo a empresa deveria ser referendada pela população. Já os modernistas neoliberais não pensam assim e querem gerar dinheiro sob o pretexto de que a economia do Brasil saia da inércia na qual se encontra. Mas diante da divisão política da sociedade brasileira, o que está acontecendo de fato no que diz respeito às negociações envolvendo a gigante Petrobras?

Dentro de uma linha evolutiva de tempo, há três meses, especificamente em dezembro último, Patrick Pouyanné, diretor executivo da empresa francesa Total, em parceria com Pedro Parente, presidente da estatal nacional, firmaram um grande acordo estratégico, o qual fez com que os franceses assumissem 22,5% dos direitos sobre a Petrobras no que concerne a exploração do campo petrolífero de Iara e 35% do controle do campo de Lapa, ambos produzindo e pertencentes à estrutura física da plataforma do pré-sal.

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O acordo firmado com base legal, determinado pelo presidente #Michel Temer, possibilita aos empresários da França que esses possam participar da produção, distribuição e cooperação tecnológica quanto à exploração do petróleo no Brasil.

Por outro lado, Gerson Castellano, que é o diretor da FUP (Federação Única dos Petroleiros), vem a público e esclarece, com todas as letras, que a verdade acerca da estatal está longe de ser uma venda de ativos ou até mesmo uma desmobilização da empresa. Antes, porém, nada mais é do que uma privatização sem precedentes conduzida pessoalmente por Pedro Parente, presidente do grupo brasileiro.

Em outras palavras, segundo Castellano, o que o novo governo que assumiu o poder em substituição a Dilma Rousseff quer de fato é negociar a venda gradativa da Petrobras sem nenhum retorno de valor agregado à própria empresa e aos brasileiros, uma vez que os franceses estão interessados não só na exploração do óleo cru, mas também no refino, fechando assim, a cadeia produtiva como um todo em mãos estrangeiras.

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É fato que nos últimos 13 anos as refinarias sofreram um processo forte de modernização, mas tanto Pedro Parente quanto Michel Temer se aproveitam do momento político adverso contra o ex-governo do #PT para afirmar que a Petrobras é uma fonte de corrupção e problemas, tão somente para destruir a imagem da empresa e facilitar que ela seja vendida, reitera Castellano.

O processo, é bem verdade, carece de transparência, pois ninguém está detectando a tomada das licitações ou mesmo leilões. Pelo contrário, com a derrubada mundial do preço do barril do petróleo, a Petrobras está sendo desmembrada sem pudores pelo menor preço.

Outro ponto questionável é que a entrada das multinacionais no mercado estratégico e de segurança nacional do Brasil. Essas só irão querer fazer negócios com empresas oriundas dos seus respectivos países, afundando vários segmentos industriais internos, como bem alertou a Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), que já contextualizou que haverá a perda de aproximadamente 500 mil posições de emprego ainda em 2017.

Resumindo, tudo isso significa que em ocorrendo o declínio da Petrobras, o Brasil recuará no mínimo 30 anos, afirmou o diretor da Federação Única dos Petroleiros.

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