Quem ainda se lembra do tempo quando viajar de avião era sinônimo de conforto? As companhias aéreas ofereciam poltronas mais espaçosas, um serviço de bordo variado e não cobravam adicional para remarcar as passagens. Hoje os passageiros se espremem nas aeronaves, sem direito, algumas vezes, a um simples copo d'água. Como tudo pode piorar, agora será preciso pagar também para despachar as bagagens.

A Latam foi a segunda companhia aérea a anunciar a #cobrança em voos nacionais, depois da Gol. As empresas vão se valer de mudanças feitas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) nas Condições Gerais do Transporte Aéreo, a cartilha em que estão previstos os serviços a que os passageiros têm direito.

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Hoje, em qualquer voo nacional, é possível despachar até 23 quilos sem cobrança adicional.

Valores

As novas regras definidas pela #ANAC, agência que regula o setor de aviação no país, vão entrar em vigor no dia 14 de março. Segundo a tabela divulgada pela Latam, o despacho da primeira #bagagem de até 23 quilos vai custar 50 reais. A segunda sairá por 80 reais.

Para os voos na América do Sul, os passageiros vão manter a franquia de uma mala de até 23 quilos. Para o segundo volume, será cobrado 90 dólares. Nos demais voos internacionais, as regras atuais serão mantidas, com limite de até duas bagagens de 23 quilos sem cobrança. A Gol ainda não anunciou os valores.

Mudanças

A mudança nas regras era uma antiga reivindicação das companhias aéreas. Segundo as empresas, hoje esses valores já estão inclusos na tarifa, mas nem todas as pessoas utilizam o serviço.

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Com a cobrança à parte, as passagens aéreas ficariam mais baratas. A Latam projeta que até 2020 as tarifas poderiam ser reduzidas em até 20%.

Melhorias para o consumidor

Para compensar a nova cobrança, a ANAC aumentou o peso permitido para as bagagens de mão, que passa de 5 para 10 quilos.

Outra mudança prevista para entrar em vigor em março é a possibilidade de o consumidor desistir da compra e receber todo o dinheiro de volta, se o cancelamento for feito até 24 horas depois do pagamento. No entanto, a devolução integral só vai ser feita se houver 7 dias se o bilhete for comprado pelo menos 7 dias antes da viagem.

Apesar da possibilidade da cobrança, o ideal é que as companhias aéreas oferecessem mais serviços para tentar atrair mais clientes, já que o cenário da aviação brasileira está longe do céu. No ano passado, o setor registrou queda de 7,8% no número de passageiros transportados. Foi a primeira redução desde 2007.