Sexy e provocante são duas palavras que definem bem a personalidade exposta em seu trabalho. Mas a material girl provou para todos que era uma mulher inteligente, íntegra e, além de tudo, uma grande mãe.

Aos 58 anos de idade e com 35 anos de carreira, a diva pop coleciona uma discografia de treze álbuns que foram muito decisivos em sua vida. A garota de Michigan que tinha o sonho de conquistar o mundo, realmente se deu muito bem. Nascida em família católica e sendo a terceira filha de Silvio Ciccone, não foi fácil cuidar de Madonna Louise Ciccone. Perdeu a mãe muito cedo e teve que enfrentar longos anos no poder do pai e de sua madrasta.

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Com quase 22 anos, largou tudo em sua cidade natal e foi tentar a vida em Nova York, onde se aperfeiçoou na dança e no canto, conheceu alguns músicos e começou a se apresentar em clubes e boates. Esses primeiros anos não foram um conto de fadas como ela imaginava que seriam, passou fome e viu a violência de perto. Madonna era persistente e não parou de correr atrás de seu sonho. Esperta e cativante fez muitos amigos no meio musical e no mundo das artes como Keith Haring e Jean-Michel Basquiat, de quem foi namorada.

Em 1983 ressurge aquela garota de voz fina e com músicas pegajosas e visual punk. Os anos seguintes seriam a sua explosão, fazendo uma apresentação histórica em 1985 no MTV Video Music Awards, performando a música Like a Virgin. Depois disso, não se falava mais em outra pessoa.

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Com o passar dos anos, Madonna foi amadurecendo e agradando aos poucos a crítica especializada que a massacrou anos antes.

Com letras provocantes que falavam de amor, sexo e religião, Madonna foi a responsável por quebrar muitos tabus, ditar um novo tipo de comportamento com seu empoderamento feminino. Tornou-se um divisor de águas no mundo da moda, levou para os quatro cantos suas turnês inovadoras e polêmicas. Provocou religiosos ao lançar o videoclipe Like a Prayer em 1988, onde beija um Jesus negro e dança entre cruzes em chamas. Em 2006, para alertar as autoridades contra a fome e miséria do povo africano, protestou em sua turnê Confessions Tour pregada em uma cruz e cantando a canção Live to Tell.

Nos últimos anos, deixou clara sua preocupação com as decisões de líderes políticos e a intolerância sexual, étnica e racial. Sempre se posiciona em suas músicas e shows contra esse tipo de ato.

Além de cantora, Madonna é empresária, diretora, produtora e escritora. Escreveu a trilogia de livros infantis As Rosas Inglesas, entre outros.

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Dirigiu dois longas-metragens Sujos e Sábios (2008) e W.E. - O Romance do Século (2012), além de atuar em Evita (1996), papel que a fez ganhar um Globo de Ouro. Foi casada com o ator Sean Penn de quem se divorciou em 1989. Têm sete filhos, Lourdes Maria (20) do relacionamento com o preparador físico Carlos Léon, Rocco (17) da união com Guy Ritchie, e os filhos adotivos David Banda (11), Mercy James (11) e as gêmeas Esther e Stella (4).

Madonna tem um trabalho filantrópico importante no Malawi, na África Oriental. Todos os anos visita o país para ver o andamento de todos os investimentos feitos pela Fundação Rasing Malawi, que ampara e cuida de milhares de crianças e famílias.

Madonna competiu com outras grandes cantoras consagradas, mas se tornou uma referência também para a nova geração como Britney Spears, Lady GaGa e Christina Aguilera. Apesar de não se achar uma boa cantora, ela tem a consciência do seu legado e de sua contribuição para a indústria fonográfica. Rotulada como a Rainha do Pop, a premiada Madonna é, sem dúvida, uma das maiores artistas de todos os tempos.

"As pessoas diziam que eu era controversa. Mas eu acho que a coisa mais controversa que eu já fiz foi ficar nesse mundo e enfrentar tudo isso. Michael se foi. Tupac se foi. Prince se foi. Whitney Houston se foi. Amy Winehouse se foi. David Bowie se foi. Mas eu continuo aqui. Eu sou uma das sortudas e todo dia eu agradeço por isso". - trecho do poderoso discurso que fez no Prêmio Mulher do Ano 2016 Billboard. #Queenofpop #Cultura