Morar no exterior: Gabriela Ribeiro, 25 anos, estudante de Engenharia

#Morar no exterior, sempre foi uma realidade na vida de Gabriela, nos conhecemos trabalhando em Angra dos Reis, longe de casa e da família, foi fácil fazer amizade com ela e logo perceber, como é determinada e cheia de experiências para compartilhar.

Austrália não foi sua primeira experiência fora do país, em 2012 ela já havia passado 10 meses em Geoje Si, Coréia do Sul. Mas foi no final de 2015, que começou sua jornada de mais de um ano em Adelaide.

"Foi uma oportunidade de adquirir conhecimentos diferentes, viver diferentes estilos de vida, e ampliar perspectiva de estudo e trabalho.

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E mais que isso, eu também entendia que viajar para o exterior, em 2012, não era algo que eu ou minha família poderíamos pagar. Nos anos seguintes, com os investimentos que o governo fez em educação, eu obtive a chance de estudar em uma das melhores faculdades do mundo e me matricular em matérias que meu curso não oferece onde estudo."

Morar no Exterior: o planejamento e cotidiano

Durante todo processo de seleção, um apoio foi fundamental: "Tenho muita sorte, pois minha mãe esteve comigo em todos os momentos. Tudo que precisei antes e depois da data de embarque, ela me auxiliou e me deu muitas dicas. Mesmo sem nunca ter saído do país, a ajuda de minha mãe foi essencial".

O planejamento é uma fonte de segurança para todos os entrevistados, o apoio da família e a disponibilidade de informações são fatores que influenciam no processo de chegada e adaptação, como descreve Gabriela, fazendo um comparativo sobre as duas experiências: "Na Austrália, cheguei em um clima mais leve.

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Além de tudo previamente planejado e de todo o suporte familiar, fiz uma pequena viajem de 4 dias antes de chegar à #Austrália, e também fui muito bem recebida por estudantes locais e brasileiros. Tive a oportunidade de me localizar e comprar alguns produtos básicos 5 dias antes das aulas começarem".

Morar no exterior: o lado B

"O que já previa era a saudade da família. Adoro os pequenos hábitos que tenho com meus pais, nossos momentos de conversa durante o café, e sei que não posso substituir esses momentos com ninguém. Fazer uma amizade forte também é complicado, pois é preciso tempo e dedicação, e apenas descobrimos se ela é verdadeira quando passamos por alguma barreira. Acredito que eu já esperava as desvantagens nas duas viagem, porém não sabia o quanto esperar. Esta foi a grande diferença. Acho que senti muito mais saudade do que pensei que fosse sentir", declara.

Se a saudade aperta, a convivência também não é tão fácil, são diferentes valores e culturas, especialmente quando é preciso dividir o espaço com pessoas muito diferentes, no caso da Gabriela, curiosamente brasileiros: "vi que a melhor coisa a se fazer no exterior é viver uma vida diferente.

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Percebi isso, por conta de incompatibilidade de perfis entre as pessoas da casa, mesmo sendo todos brasileiros. Mudei de casa, morei com uma menina chinesa e outra holandesa, formamos um ótimo grupo juntas, foi quando tive oportunidade de conhecer mais do que a cidade onde estava. Morar com duas estrangeiras foi a melhor surpresa que tive. Foi quando finalmente comecei a reconhecer a casa como casa. Nossos hábitos eram bastante diferentes, porém combinaram muito bem por conta da relação de respeito e curiosidade que tivemos entre nós. Ainda conversamos e sentimos muita saudade de dividir casa".

Morar no exterior: balanço final

"Acredito que vivi muita coisa diferente e imprevista, em cada lugar que estive. Sei que as pessoas não precisam mudar de país para ter uma visão de mundo diferente, mas acredito que cada oportunidade que tive me ajudou muito e me transformou.(...) Sou brasileira e vejo a importância do meu papel social. Isso não quer dizer que eu não vá viajar ou mudar para outro lugar novamente, também não tem como prever, mas espero sempre contribuir positivamente onde estou hoje".