O discurso do presidente do Brasil, Michel Temer, no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, foi um completo desastre. Uma fala que não coincide com a mulher de hoje. Temer parou no tempo há seculos e vai tocando a presidência da República de acordo com um protocolo estabelecido sem compromisso com as consequências.

Terríveis acontecimentos vão sucedendo-se pelo Brasil afora, como em Vitória, Manaus e Roraima. Passeatas e ativistas sendo massacrados pela policia militar, mas, no Planalto Central, o cotidiano é envolto em sonhos e fantasias, de falsetes imaginários compostos de esposas recatadas ou de retomada do crescimento econômico.

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Em questão de meses, esse governo adjunto tinha pronto e apresentou ao Congresso todo um planejamento, de uma nova e complexa estratégia de politica econômica para o país. Algo alucinante, em se tratando do Brasil, um país de dimensão continental. Essas ações estão de acordo com as politicas neoliberais adotas na Argentina e na Europa.

Os agentes dessas ordens e comandos, certamente não tiveram endereço no diretório do PMDB. Foi de outro lugar, de onde parecem conseguir informações substanciais, tanto quanto a saber quando e onde agir - a tal ponto que analisam e manipulam. Parece ser um projeto multi-participativo, contando com partidos políticos e corporações, aguardando a melhor oportunidade de ser posto em pratica e ignorando, por completo, a aprovação popular pelo sufrágio.

Onde será que encontram a força necessária para se manterem no governo? Não é na representatividade democrática, dado que o impedimento da presidente Dilma Rousseff foi, mais que sabidamente, fruto de uma trama.

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As denúncias fundamentadas de compra de deputados e senadores estão ai na mesa do Supremo Tribunal Federal (STF), mas ali adormecem. Poderia essa força estar no Exército, ou em alguma parte dele.

Enquanto isso, pesquisas de opinião revelam a quase absoluta decepção no sistema político em vigor. A maioria não percebe que o desastre está próximo e, no entanto, continuam indo em sua direção. E não é por ignorância. Os políticos repetem, sem parar, as mesmas fórmulas.

O que, então, fariam diante de um resultado eleitoral maior de abstenções sobre os votos válidos? O que fariam em face de uma atitude radical das massas trabalhadoras? Disse o filósofo que os eventos mais dramáticos na sociedade acontecem, por assim dizer, duas vezes. Primeiramente como drama e, em segundo, como comédia. #Golpe #poder