Muitos acham um absurdo alguém chegar pelo menos a cogitar a ideia de liberar a maconha. O sujeito que vem com sua ideia geralmente é adjetivado de tudo que coisa: maconheiro, drogado, esquerdista (porque muitos atribuem a liberação das drogas à esquerda no geral, o que um erro. A pauta da liberalização das #drogas é dos liberais. Agora, se alguém chega com o argumento e a ideia de liberar geral, aí, nesse caso, é taxado na maioria das vezes logo de louco.

O problema de toda essa caracterização prévia é a falta de informação relacionada ao assunto em específico e, sobretudo, como a proibição funciona dentro de uma sociedade e como beneficia o tráfico ilegal e seus agentes.

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Primeiro que sabemos que a droga em si é uma coisa horrenda. Mas sabemos também que há muitas drogas que usadas no momento certo pode salvar vidas. Mas a questão aqui não é essa. O cerne deste artigo são as vidas que estão sendo mortas pela proibição dessas principais drogas, como a maconha, o crack, a cocaína, o LSD etc. Também é oportuno deixar claro que a proibição não é a solução, mas sim um perigo que algumas vezes envolve o próprio Estado que a proibiu.

Como poucos sabem, a droga funciona do mesmo jeito que uma mercadoria qualquer. Sendo assim, ela está ao jugo do mercado. E é aqui que está a sutileza dos argumentos: muitas vezes oculta pela ideia de que a droga é a pior coisa que existe neste mundo e a sua liberalização é a devastação da sociedade. Mas há argumentos contrários e explicados de forma muito mais coerente com a realidade do ponto de vista prático.

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O exemplo na prática

Por exemplo: no início do século XX, os EUA fizeram uma lei conhecida como a Lei Seca. Esta lei tinha por objetivo proibir a venda de bebidas alcoólicas nos EUA, com a intenção de diminuir seu consumo. Na realidade, foi um fracasso total. Não atingiram seu objetivo. O que aconteceu foi a formação de locais clandestinos para vender bebidas. E disso surgiu a maior organização clandestina de bebidas alcoólicas: Al Capone, que era um mafioso que vendia bebidas ilegalmente nos EUA.

Segundo o escritor e liberal Milton Fridman, o crime relacionado ao consumo de bebidas alcoólicas aumentou em 400%, nessa época. Na sua visão, o que acontecia era uma causa justamente por conta da proibição. Conforme seu argumento, a bebida diminuiu, mas a demanda não, o que fez surgir organizações criminosas para saciar a vontade da demanda. Mas nem todos iriam querer trabalhar na ilegalidade, fazendo, assim, surgir monopólios, como o de Al Capone. E estas organizações iam fazer de tudo pra se manterem no poder das vendas das bebidas.

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Tudo valia: matar, traficar, desviar dinheiro, fazer conluio com políticos, torturar. Realmente era um pacote criminoso completo.

Portanto, a solução não é restringir a liberdade de escolha do ser humano. O mais importante, como disse uma vez a escritora Ayn Rand, é espalhar as ideias certas. Mesmo que a droga seja devastadora, ela tem que ser liberada para evitar que mais vidas morram nas mãos desses criminosos, como o PCC, FDN, a máfia e o Cartel de Medellín, que formam monopólios e estão ali para se manterem e praticarem todo tipo de atrocidades possíveis. A liberalização acabaria com todas essas organizações. #Lei Seca