Sempre que assistimos transmissões de lutas de MMA e o nome Ronda Rousey aparece nas conversas é muito comum ouvirmos narradores e comentaristas usando a frase "Ela fez muito pelo #MMA Feminino".

Na minha opinião, esta frase é, no mínimo, injusta com outras lutadoras que estão há vários anos na caminhada do MMA e não tem seus nomes mencionados nessas conversas (ou comentários).

É fácil entender meu ponto de vista. Se pegarmos o cartel da Rowdy, teremos os seguintes resultados: número de lutas: 14; vitórias: 12 (sendo nove finalizações e três nocautes). Dessas vitórias, três são em lutas amadoras e nove em lutas profissionais.

Publicidade
Publicidade

Dessas vitórias no profissional, sete terminaram em armlock. Derrotas: 2.

Comparações:

Agora vamos pegar esse cartel e comparar com umas lutadoras brasileiras.

  • Amanda Nunes: Número de lutas: 18; Vitórias: 14 (nove nocautes, duas finalizações e três vitórias por decisão); Derrotas: 4.
  • Jéssica Andrade: Número de lutas: 21; Vitórias: 16; Derrotas: 5.
  • Claudia Gadelha: Número de lutas: 15; Vitórias: 13; Derrotas: 2.
  • Cris Cyborg: Número de lutas: 18; Vitórias: 17 (15 nocautes); Derrotas: 1.

E ainda tem outras lutadoras, além das brasileiras têm umas gringas também, que não vou citar aqui para o artigo não ficar muito longo.

Então, se tem várias lutadoras com cartéis, no mínimo, equivalentes e a grande maioria superiores, por que colocar Ronda como a deusa do esporte? Ela é comum, igual a grande maioria das lutadoras.

Publicidade

Não dá para entender porque dizem que ela fez muito pelo esporte feminino. A situação é totalmente o contrário. Nem podemos dizer que o MMA fez alguma coisa por ela e sim o UFC, que a transformou no que ela é e criou todo este mito em cima de uma lutadora mediana.

Depois que o UFC a contratou, além das cifras milionárias que ela ganhou com suas lutas, ainda apareceram diversos convites para filmes, capas de revistas, comerciais etc., etc., etc.

O MMA Feminino sempre existiu antes da Rowdy, mas, em contrapartida, Ronda só virou essa super star após a contratação do UFC.

O que aconteceu com a Ronda poderia ter acontecido com qualquer outra lutadora que o UFC tivesse resolvido abraçar e projetar para a mídia com lutas fáceis.

Ela ainda reinou por um tempinho porque o judô não era tão conhecido pelas mulheres no mundo do MMA, mas depois que esse jogo foi "mapeado", acabou.

Essa, claro, é minha opinião sobre o assunto. Se você tem uma opinião diferente, deixa aí nos comentários. #luta #feminina