Uma coisa é fato: o deputado Jair Messias #bolsonaro, do Partido Social Cristão (PSC), é aclamado por qualquer estado ou cidade que ele marque a sua presença. O movimento, antes mesmo da sua chegada, começa a se espelhar e circular de forma muito rápida nos meios de comunicação, sobretudo nas redes sociais: fazendo com que as pessoas se aglomerem em aeroportos para recebê-lo com muita pompa e gritos estridentes: "Mito, Mito, Mito", grita a multidão extremamente eufórica com seu ídolo.

Apesar de o deputado ter o sobrenome Messias e talvez alguns acharem que seu apelido Mito venha do seu prenome, na realidade, esse apelido vem das suas declarações polêmicas que vem agradando e tendo grande aceitação na terra tupiniquim.

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Não é fácil ter posições fortes como a do deputado em um Congresso extremamente esquerdista. Por isso que suas falas de antigamente pareciam mais de autodefesa do que para tentar conquistar eleitores. Ele praticamente sozinho lutava pelo que hoje ainda defende, como o capitalismo, a defesa pessoal (com o direito à posse ou em alguns casos ao porte de armas), a castração química para estupradores, etc. Mas tendo um Congresso completamente contrário, principalmente o PT, era uma voz quase que irrelevante. E foi assim durante toda a sua trajetória política.

A situação passa a piorar em 2003, quando o deputado participa de uma cena com a deputada Maria do Rosário (PT) que visivelmente se faz de vítima e diz que Bolsonaro é um estuprador, quando, na realidade, o deputado defendia pena de morte para estupradores, enquanto que ela defendia a soltura de menores que praticassem tal ato.

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Como muitos dizem, a melhor arma da mentira é o tempo. Pois bem, na política e no caso de Jair Bolsonaro não ia ser diferente. A mentira foi aparecendo pouco a pouco: PT: considerado o partido mais corrupto de toda a história; Maria do Rosário: envolvida com recebimento de 215 mil reais de empreiteiras; socialismo: arrastando a economia do Brasil; políticos de todos os partidos envolvidos em propinas.

Mas e o Mito?

Já dizia ele há 15 anos atrás, quando Lula era tido como herói para a grande maioria da nação, que o PT era um perigo ao Brasil; que o socialismo ia destruir o povo brasileiro; que a segurança estava precária; que o Brasil estava afundando aos poucos com essas políticas etc.

Infelizmente, do mesmo modo ele esqueceu de dizer que era um dos únicos, naquele meio de #Corrupção, que não tinha envolvimento com propinas. Mas o presidente do STF, maior corte judicial do país, Joaquim Barbosa à época, o fez ao vivo para todo Brasil, alegando que Jair Bolsonaro era o único que não tinha envolvimento com propina do PT naquele covil de corrupção.

Resultado? Como um mito: tudo foi acontecendo aos poucos e mostrando que era aquele deputado, loucão que só falava alto e de forma rígida, que estava completamente certo.

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Por isso, o título do artigo: Eu não minto, mas mito. Foi o que realmente aconteceu!

E foi a partir dessas mesmas declarações, que o deputado se tornou Mito para muitos eleitores. Mas o mais salutar e interessante nessa sua jornada de política, com fortes declarações e posições rígidas na sua ideologia conservadora, é que sua forma de dialogar e discursar permanece com o mesmo sentido de 18 anos atrás.