Há alguns dias eu resolvi me aventurar e tentar algo novo a o que eu estava acostumada na minha vida e na forma de me relacionar. É. Eu falo me aventurar, pois eu escolhi assumir o risco de namorar uma pessoa que eu conhecia, até então, há poucos dias.

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Sabe quando você tá acostumado com a sua rotina e de repente aparece alguém que te faz acreditar que você não tinha visto de tudo ainda? Foi um desses casos de amor louco e arrebatador, que tem muito a ver com aquele famoso “fogo de palha” que incendiou na mesma velocidade que se apagou.

“Ué, mas já terminou?” Sim. Terminou. Terminou na mesma intensidade que começou. Você deve conhecer aquela frase esdrúxula: “tudo o que é bom acaba rápido”. E eu esbarrei mais uma vez nela, ainda quando eu acreditava que a nossa história poderia ser uma exceção, mesmo quando na minha testa estava colado “desilusão”.

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Não era difícil adivinhar.

Eu não estou aqui para julgar o homem, o menino ou o projeto de moço. Nós vivemos muitas coisas boas, independente de cada um ter seguido para longe um do outro. O assunto aqui é o término e como a vida faz para te provar que você nunca vai “gabaritar” na arte do amar. Você muitas vezes pode achar que já aprendeu tanto, mas a real é que você não saiu do lugar.

Quando acabou, eu estava anestesiada, para mim era a sensação que eu não sentia nada. E então, bem devagarinho, você começa a sentir. É, sentir, que alguém passou por ali, rasgou um pedacinho do seu pulmão e deixou todo ar sair.

Eu pensei que não fosse chorar, eu pensei que fosse levantar, passar por cima disso sem pouco me importar, mas tudo isso até a madrugada chegar. Você pode fugir de tudo, mas não da madrugada. A madrugada é a nossa ouvinte e companheira exaustiva das nossas lamúrias, das nossas angústias, das preocupações e das amarguras.

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Dali não tem muita escapatória, você não precisa se preocupar, já que ninguém está ali para te julgar. Eu deixei rolar.

Não vou mentir. Dói, dói bastante. Dói pelas lembranças, dói pelas incertezas, mas dói principalmente por saber que nada vai ser como antes. Dói também por saber que um dia essa pessoa vai estar com uma outra, arriscando mais um #Relacionamento e vai citar o seu nome como mais um dos casos que não deram certo, mas só como isso. E você, ou no caso eu, gostaria que tivesse dado, funcionado, ou então que não existisse essa terceira pessoa, mas fosse eu ao seu lado.

Mas, enfim..Além de tudo que você, porventura, vai lembrar, seu cérebro te presenteia com um pequeno flashback de tudo o que aconteceu e alguns sentimentos passam a ser novos.

A sua ficha não caiu por completo. Você sempre acha que uma hora ou outra ele vai estar por perto e que isso é só uma crise.

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Nada de final concreto.

Você começa a se questionar e pensar que tudo o que você viveu foi uma mentira. Você começa a fazer mil perguntas que não terão respostas um dia.

E por fim, talvez o pior disso, você experimenta o vazio. As coisas, os seus planos, até a próxima tentativa de se relacionar perde um pouco do sentido.

Eu me lembro de ter parado nessa espécie de “limbo” outras vezes, só que agora..Parece ter sido um pouco mais marcante. Eu não sei, gente. Eu só não entendo porque tem que ser tão dolorido.

Você fica com a sensação de tanta coisa que poderia ter sido, mas nem sempre está na sua mão.

Talvez o que eu tenha aprendido com tudo isso é que o amor não tem razão para acontecer. A gente sempre coloca tempo nas coisas, a gente tenta encaixar o amor em um relógio, encaixar o amor nas nossas agendas em vez de encaixar o amor nos nossos valores, nas nossas escolhas e no que realmente VALE A PENA: a felicidade.

A gente já tentou e conseguiu inventar tanta coisa, mas a única coisa que a gente não consegue perceber é que o amor e, sabe aquela coisa que combina com conforto? Ah, sim, a “zona”, são antônimos e nos vem para ensinar a como ser melhores pessoas.

Por alguma razão, vamos sempre pro caminho mais fácil, talvez pelo medo de encontrar o melhor de nós em uma outra pessoa boa. #Literatura