Reforma, segundo os dicionários, é dar nova forma a algo que já existe.

Então, se a forma atual não é mais conveniente aos interesses dos detentores de mandatos eletivos, qual então o sentido de urgência, a ponto de um eminente ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) manifestar tamanha preocupação?

Segundo o magistrado, ministro Gilmar Mendes, a reforma precisa acontecer até meados de setembro deste ano para cumprir com o princípio da anualidade, só assim o novo modelo poderá ser usado nas eleições majoritárias de 2018.

Qual seria o modelo ideal?

O tema da reforma político-eleitoral vem esquentando os ânimos no Congresso Nacional, justamente pelas propostas, dentre elas, a que propões o voto em lista fechada, retirando totalmente os direitos políticos do eleitor na escolha de um candidato.

Publicidade
Publicidade

Só poderá votar no partido, e este é quem coloca os nomes a seu bel prazer.

Ainda não há consenso sobre o modelo ideal, o que há é um clima de medo daqueles parlamentares citados na famosa Operação Lava Jato, que com o modelo atual certamente não conseguiriam se eleger. Já com o voto em lista fechada, os investigados, com seu poder de mando dentro dos partidos, encontrariam refúgio, um porto seguro para seguirem blindados pela "prerrogativa de foro", ou seja, só podendo ser processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

Teoria da conspiração

A mídia vem divulgando constantemente a existência de tentativas de sabotagem da Operação Lava Jato, fato que é corroborado pelo mais destacado magistrado da operação, o juiz Sérgio Moro, o que leva a inferir que a reforma política com voto em lista fechada seria mais uma manobra para que referida operação não alcance as pessoas arroladas.

Publicidade

As operações da Polícia Federal, em especial a Carne Fraca, intensificaram o clima de medo em Brasília, pois foi citado que partidos de grandes bancadas foram beneficiários das propinas oriundas dos frigoríficos para bancarem suas campanhas e permitir que os mesmos elementos se perpetuem no poder.

Deve-se refletir se o povo brasileiro quer realmente essa reforma e a justificativa dessa urgência. #prerrogativadeforo #listafechada #reformapolitica