Na noite de ontem, 02, a tela da TV ficou mais colorida. Isso porque, o programa "Amor & Sexo", da Rede Globo, apresentado pela linda Fernanda Lima, buscou desmistificar uma abordagem preconceituosa sobre os gêneros sexuais. O programa em “arco-íris” contou com várias drag queens, no intitulado "Bishow", e realizou uma discussão interessante sobre sexo e identidade de gênero, expondo de maneira muito séria questões como discriminação e intolerância.

Obviamente, o tema divide opiniões, o que gerou elogios e críticas ao programa e a emissora, afinal, ainda é um assunto que está em processo de entendimento pela sociedade. O mais incrível é que, enquanto o programa era exibido na TV, simultaneamente as pessoas postavam vários comentários nas redes sociais.

Publicidade
Publicidade

Alguns acharam oportunismo, visto que a TV geralmente não referência os gays em outros programas, novelas ou telejornais; e quando o fazem, na maioria das vezes, é de forma caricata ou estereotipada. Inclusive, foi esta mesma emissora que, há pouco tempo atrás, vetou um beijo gay em um final de novela. Além disso, a mesma gera uma falsa visibilidade sobre o tema, já que o programa "Amor & Sexo" é exibido na “midnight”.

Independente de qual seja o ponto de vista, eles são importantes como opinião pública e como incentivo para a discussão diária sobre um tema tão importante e, porque não, de vanguarda, que 50 minutos de um programa semanal de TV não seriam suficientes para levar o entendimento pleno aos telespectadores, mas o que ficou uníssono foi a mensagem de que o amor deve prevalecer.

Publicidade

Sair do armário e mostrar-se ao mundo como se é, e do que se gosta, é algo libertador, e antes da aceitação dos outros, a aceitação deve acontecer dentro de si; se amar é o que importa de verdade. Ainda assim, é fundamental ter apoio das pessoas que gostam de você e te admiram, independente da sua orientação ou da sua identidade de gênero.

Por falar em identidade de gênero, certamente algumas pessoas devem ter ficado espantadas ao saber que, muito além do que se pensa, acerca do gênero homem e mulher, existem diversos tipos de identidades, as quais, homens e mulheres podem ser o que quiserem ser. Talvez, a maior dúvida das pessoas seja sobre o questionamento que cada um tem em si, sobre o que se sente atraído em contrapartida com o que entendemos por tradicional.

A #Família é o apoio essencial para a formação de pessoas seguras, que não se sentem reprimidas para falar de si, mas claro que, atualmente, a internet é um veículo de muita informação e também pode contribuir positivamente e mostrar que não só o que é normativo corresponde ao certo, e que muitas histórias, tal como a da Mandy Candy, que desde a infância se identificou como mulher transgênero, pode servir de inspiração.

Publicidade

E, no mais, a ideia de família vem sendo desconstruída do ponto de vista da sua formação, na qual uma família pode sim ser feita de filhos de dois pais ou duas mães, respeitando os preceitos de educação e amor, e isso é, sem dúvida, um orgulho e uma conquista para a comunidade LGBT.

Um ponto alto do programa foi quando Fernanda Lima chamou ao palco algumas drag queens, e, entre elas, havia uma drag misteriosa, que era nada mais nada menos que o marido da apresentadora, Rodrigo Hilbert, que falou ter tido uma criação machista, contudo, hoje presa por uma criação diferente de seus filhos e que é um homem cheio de “atributos femininos”, e pode sim fazer “tarefas de mulheres”, sem qualquer demérito a nenhum dos gêneros.

De forma positiva, a mensagem passada foi a de que você deve ser o que quiser ser, e que se pode conviver com as diferenças, sem rotulações e intolerâncias.

Ao final, o cantor Liniker cantou a antológica canção de Chico Buarque "Geni e o Zepelim", mas, ao chegar no refrão, como protesto contra a violência no Brasil, que é o país que mais mata travestis, transexuais, homossexuais e bissexuais, ele não "permitiu" que "jogassem pedra na Geni", como diz a letra da canção, e disse: "Basta! Isto tem que acabar!". #diversidade #IdentidadedeGenero