Uma série que vem ganhado uma grande audiência nos últimos dias é a famosa “13 Reasons Why” (“Os 13 Porquês”, em português). Ao entrar em uma rede social, como o Facebook, por exemplo, já nos deparamos com vários posts de temas relacionados à série.

A série retrata uma garota, #Hannah, que antes de se suicidar, grava fitas explicando o porquê de sua decisão, e segundo algumas descrições da série, só recebe essas fitas pessoas que foram esses “porquês”. Na série, quem ouve todas as fitas é Clay Jensen, que demora uma “eternidade”, como dizem alguns, para ouvir todas.

Tá, confesso que ainda não assisti a temporada inteira, estou no sexto episódio ainda.

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Então, já deixo claro que não haverá muitos spoilers, principalmente sobre o que vem depois disso.

Porém, diferente de alguns, eu sou um pouco louca pelos spoilers e, por isso, curti algumas páginas sobre a série, além de entrar em alguns grupos também. Nos grupos, principalmente, me deparei com vários posts, alguns compartilhamentos de páginas e outros falando sobre a série, entre diversos assuntos relacionados, até que me deparei com algumas pessoas perguntando “quais são os seus porquês?”

Para alguém que já assiste à série, mas não concluiu, assim como eu, entende que esta pergunta se refere aos motivos que nos levam cada um a pensar que a vida talvez não valha a pena.

E se você que se julga uma “Hannah” for um porquê de outra “Hannah”?

O curioso é que ali percebemos que, na maioria das vezes, nos julgamos como a Hannah e nunca como um dos porquês.

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Isso gerou uma reflexão, que me levou a fazer algumas perguntas para eu mesma e para você, leitor:

- Você já teve algum preconceito? Relacionado à orientação sexual, raça, classe social de alguém ou algo do tipo?

- Você já fez fofoca, ou seja, recebeu uma informação e passou para frente sem necessidade, sendo a informação verdadeira ou não?

- Você já mentiu sobre alguém, mesmo que seja só para ter “assunto” ou se livrar de algo?

- Você já presenciou uma sensação de injustiça? Qual foi sua ação diante disso?

- Você já zoou alguém talvez para ser considerado “o legal” da turma?

- Você já deixou de ser amigo de alguém por algum motivo, talvez mal entendido, sem deixar que a pessoa se explicasse?

- Você já participou de algum tipo de brincadeira que falasse sobre o corpo ou alguma característica de alguém?

- Você já tirou ou divulgou uma foto sem o consentimento de alguém? Isso vale para prints de publicações no Facebook.

- Você já inventou que ficou com alguém, seja lá 1ª,2ª ou 3ª, ou 1000ª “base” só para se sentir “o bom” ou “a boa”?

- Você já se fez de amigo(a) e agiu com falsidade e hipocrisia?

Mesmo tendo assistido somente cinco episódios inteiros, já pude ver várias razões pelas quais eu posso ser um “porquê” na vida de alguém.

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Diferentemente da série, eu nunca vou saber exatamente se sim ou não, o que eu fiz, ou porque aquilo teve um impacto tão grande na vida de alguém.

Nem sempre sabemos ou vamos adivinhar o quanto nossas pequenas ações do dia-a-dia, zoeiras, preconceitos, fofocas, mentiras, entre outras coisas terão impacto na vida do outro. Ainda que sejamos uma ‘Hannah’, ainda que estejamos machucados, magoados, isso não nos dá o direito de prejudicar outra pessoa, como aconteceu com a personagem Courtney, que estava com medo de sofrer preconceitos e, por isso, até inventou mentiras sobre Hannah.

Finalmente, uma outra coisa que chamou a atenção - lembrando que não terminei a série – é que alguns personagens parecem estar com suas preocupações focadas em se livrar da culpa ou evitar que os outros saibam de sua parte na história. Será mesmo que isso é possível? Será que isentar-se de culpa pelo que fizemos é tão simples assim?

Há coisas que não têm mais como voltar no tempo de desfazer. Porém, ainda existem situações em podemos procurar fazer diferente, evitando ser um dos porquês da vida de alguém. #13ReasonsWhy #OsTrezePorquês