Comemoramos o nosso dia, 7 de abril, num dos períodos mais conturbados da história recente da nossa profissão. As profundas mudanças ocorridas a partir do surgimento das novas plataformas digitais de comunicação, resultando no encolhimento dos veículos impressos e na redução de postos de trabalho; o arrocho salarial imposto pelo patronato nas últimas negociações salariais; a pessoa jurídica como uma das mais perversas formas de exploração que anteciparam para nós já há algum tempo e de forma ilegal; os malefícios das reformas trabalhistas anunciadas pelo governo federal que nos colocam entre os trabalhadores mais precários pelas políticas neoliberais de concentração de renda e de desvalorização do custo do trabalho levadas a cabo em escala mundial.

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Carta aos jornalistas

Às pressões trabalhistas, soma-se o constrangimento social de sermos confundidos com a proposta editorial das empresas em que trabalhamos, como autores de distorções e omissões escancaradas no noticiário diário de jornais, rádios e TVs, de sermos os jornalistas considerados responsáveis por pautas visivelmente parciais, politicamente afeitas aos interesses de mercado, longe do dever que se atribui à imprensa de informar com isenção e profundidade.

Porém, nos dignifica a resistência coletiva em defesa da profissão que hoje, num Brasil sob o golpe de Estado, assume fundamental importância. Para exercer nosso ofício, reafirmamos o direito constitucional do respeito ao sigilo de fonte, seguidamente violado nos últimos tempos.

Direito de pensar

Pleiteamos em nossos acordos sindicais o direito de consciência, para que qualquer jornalista se paute pela veracidade dos fatos apurados, liberdade que as empresas nos negam.

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Exigimos respeito aos direitos trabalhistas, salários dignos, jornadas decentes, enfim, condições de trabalho a que todo assalariado tem direito.

Neste 7 de abril de #2017 podemos comemorar o Dia do Jornalista como sabedores do nosso mister, honrados pela crença e pela expectativa da sociedade de que sejam os jornalistas os que exercem uma profissão essencial para a construção perene da democracia. Não arredaremos pé dessa missão.

Em legítima defesa do papel social dos jornalistas e do bom jornalismo. As mulheres jornalistas conciliam vida profissional e pessoal nas redações, assessorias de imprensa, fotojornalismo, entre outros, dignificando a carreira dos jornalistas como muito labor e mantendo a luta das mulheres por melhores condições de trabalhos e salários. Parabéns! #EunaRua #EUNALUTA