Nos últimos anos, o grafite, no Brasil, foi caracterizado como uma linguagem de rua, dividindo profundamente a opinião dos brasileiros: entre arte e pichação. A primeira impulsiona o grafite e a segunda dá acesso à #cultura marginal, apesar de que as escritas e as assinaturas se tornaram um veículo de comunicação urbana nos diálogos produzido pelos seus próprios autores, os símbolos são constituídos por vocabulários ofensivos.

É neste cenário que a arte de grafitar é reconhecida como depredação social - no momento em que os artistas criam suas obras passando a ser uma preocupação para a sociedade - uma problemática concentrada em assuntos como o vandalismo (a forma que o grafite é visto) podendo não ser conceituado como arte.

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Mídia

Os veículos de informações dificultaram a compreensão de ambos os atos, formando um posicionamento de resistência ao grafite que em algum momento isso foi uma conquista para os pichadores - desafiados a reproduzirem e estilizarem suas escritas - por todos os lugares de difícil e custoso acesso. Por outro lado, embora a distinção não fosse notável na época, o avanço da técnica se repercute pela própria mídia que mantém as pessoas informadas numa linguagem ímpar da #arte urbana.

Governo X Sociedade

A arte urbana vem se ampliando dentro da sociedade e a censura da gestão pública na mesma dimensão. O próprio governo não aprova a grafitagem, para eles é um ato de vandalismo e de agressividade, tanto de afronta nas mensagens, tanto da poluição visual nas cores das caligrafias, cabendo em seu mandato adotar medidas para impedir os insultos a sociedade.

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Não é de admirar, portanto, que em São Paulo a comunidade de periferia e os movimentos artísticos busquem desenvolver manifestações artísticas, concentrando - se cada vez mais em contradições que são objeções para a arte do subúrbio.

Em consequência disso, muitas das expressões artísticas expostas são reprimidas, chegando a trazer em si o fardo da infringência social. No Beco do Batman um dos pontos turístico da Vila Madalena em São Paulo, no dia 11 deste mês, o morador João Batista da Silva decidiu 'colorir' de cinza as obras em seu imóvel, argumentando a insatisfação do barulho no bairro.

No fundo, trazendo o pensamento do morador aos resultados no cotidiano, o grafismo continua a gerar barreiras, cuja as saídas ultrapassam a criação do grafitódromo (espaço para a arte do grafite), dessa forma é necessário a sociedade aceitar o grafite como uma arte urbana.

#Pìchação