Ouvir a frase: “Eu não uso celular” é tão raro hoje em dia que uma afirmação desse tipo é recebida com um certo espanto, no mínimo. Estamos tão acostumados com as mais diversas tecnologias que soa muito estranho saber que alguém, por mais incrível que possa parecer, nunca acessou a #Internet ou usou um celular.

Internet das coisas

A internet das coisas anda tão comum que fica realmente difícil acreditar que milhões de brasileiros ainda não estão conectados. De cafeteiras a satélites, em quase tudo podemos encontrar um aplicativo (app) com centenas de linhas de comandos. Não é raro encontrar escolas com aulas especiais que ensinam crianças a programar e jovens a criar seus próprios hardwares para as mais variadas funções.

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Parando por um momento e analisando todo o impacto que a Tecnologia da Informação tem causado em nossas vidas, a última coisa que se passa em nossas mentes aceleradas é a seguinte pergunta: “Como tudo começou?”

Desde o surgimento de empresas de sucesso, como Apple, Microsoft, HP, Facebook e Google por exemplo, o mundo tem direcionado seus olhares mais atentos para o Vale do Silício (Silicon Valley) berço de grandes Startups. Mas, e o Brasil? O que o Brasil tem dado de contribuição para tudo que conhecemos hoje em termos de tecnologia de comunicação?

Eletricidade no século XIX

O uso da eletricidade revolucionou as comunicações no séculos XIX. O registro da patente do telégrafo com fio (1837). A invenção de Graham Bell, o telefone (1876). Heinrich Hertz prova a existência, por meio de experimentos, das ondas eletromagnéticas (1888).

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A ideia de que sinais poderiam ser transmitidos sem fio corria o mundo científico da época. Marconi rompe a barreira e em 1895 transmite sinais radiotelegráficos a centenas de metros, aperfeiçoando e aumentando as distâncias das transmissões com o telégrafo sem fio.

Enquanto Marconi trabalhava em seus negócios com a transmissão de código Morse, um brasileiro nascido em 21 de janeiro de 1861 em Porto Alegre dava um passo além. Em um domingo de 3 de junho de 1900 em São Paulo, Padre Roberto Landell de Moura consegue transmitir voz sem fio a aproximadamente 8 km.

Entre os anos de 1903 e 1904 Landell de Moura consegue as patentes do Transmissor de Ondas, Telefone sem fio e Telégrafo sem fio. Em 1904, Padre Landel de Moura recomenda o uso de ondas curtas para aumentar a distância das transmissões. As tecnologias desenvolvidas por Landell de Moura e Marconi, consideradas obsoletas pelos aficcionados em smartphones, são utilizadas até hoje em todo o mundo. Os conhecidos como radioamadores transmitem por ondas eletromagnéticas voz e o código Morse.

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No Brasil a Anatel é o órgão que regulamenta e fiscaliza as operações de radioamadores, categoria que contribuiu e contribui até hoje com o desenvolvimento e pesquisa em #Telecomunicações. Deixando claro que radioamador não é o equipamento, ou rádio usado para se comunicar, como muitas pessoas pensam. Radioamador é o nome dado ao operador de rádio estação, seja móvel ou base. Logo, é o indivíduo e não o equipamento (rádio).

Países com maior número de radioamadores

O Japão, seguido por EUA e Tailândia, são os países com maior número de operadores licenciados. No Japão são 1,2 milhões, EUA quase setecentos mil e Tailândia pouco mais de cento e quarenta e um mil radioamadores licenciados. O Brasil ocupa a décima primeira posição com pouco mais de trinta e dois mil licenciados. Todos os radioamadores licenciados têm sua licença vinculada a Iaru (International Amateur Radio Union). A Iaru tem para o radioamadorismo mundial o mesmo papel que a Anatel tem para o Radioamadorismo no Brasil.

O radioamadorismo iniciado pelo Landell de Moura desempenha um papel muito importante para a sociedade, não só no Brasil mas em todo o mundo. Não se trata somente de desenvolvimento tecnológico, como desenvolvimento de satélites de comunicação mas no apoio a vítimas de desastres naturais por todo o globo. Terremotos, furacões, qualquer tipo de calamidade pública ou situação de emergência, o radioamador estará pronto para apoiar e desenvolver um serviço humanitário e voluntário se colocando a disposição das autoridades para suprir os meios de comunicações quando estes não estiverem funcionando.

Com o apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil foi criada a Rener, Rede Nacional de Emergência de Radioamadores, operando em todo o Brasil. #Defesa Civíl