O ser humano se diferencia dos outros animais, sobretudo, pela sua capacidade de sonhar. #sonho é o que se quer alcançar na vida, tanto para si quanto para o outro. São os objetivos traçados. As metas a serem alcançadas. Segundo o filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé, “sem sonho o ser humano seria uma pedra.”

Sob todos os pontos de vista, o brasileiro é um povo sonhador. Parece que sonhar faz parte de sua constituição biológica. No entanto, nos últimos anos, o povo brasileiro vem perdendo a capacidade de sonhar. Acomoda-se, muito, facilmente, sobre o estigma de um país em crise.

Nunca se falou tanto em crise no Brasil como nesses últimos anos.

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É crise disso e crise daquilo, mas poucos dizem que a causa de todas essas crises é a ausência da ética na política.

Segundo Leonardo Boff, caso o dinheiro desviado pela corrupção no país fosse aplicado em saúde, subiria em 89% o número de leitos nos hospitais; na #Educação, poderiam ser abertas 16 milhões de vagas nas escolas; na construção civil, seriam construídas 1,5 milhão de casas. A #Corrupção não é, evidentemente, um privilégio do Brasil e envolve dezenas de outros países. No entanto, percebe-se que o país vem perdendo a capacidade de autoconfiança, de harmonia, de paz, de ser feliz.

Recentemente saiu uma pesquisa afirmando que 99% dos jovens que fazem vestibular pela primeira vez no Brasil escolhem fazer Medicina ou Direito. A Pedagogia ficou em último lugar na preferência dos vestibulandos.

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O que isso significa? É muito simples: que ninguém quer ser professor e, consequentemente, é uma profissão em extinção. Quem será que vai ensinar as nossas crianças? O Google?

Não há nada de errado em querer ser médico ou advogado. No entanto, o que não podemos é perder a capacidade de sonhar, de ter um país que ofereça aos jovens a oportunidade de escolher o que querem ser e não apenas se formar naquilo que o mercado quer. Só assim o país - não é romantismo, é vocação -, tornar-se-á mais justo e igual para todos.

Quem melhor escreveu a essência sobre o que é sonhar foi Miguel de Cervantes, através do personagem Dom Quixote, um indivíduo ingênuo, romântico e sonhador que, juntamente com o seu fiel escudeiro, Sancho Pança, sai pelo mundo lutando por um sonho impossível: mudar o mundo e o homem para melhor.

O fato é que nunca houve tanto descaso pelo que pensa e deseja os jovens brasileiros como nos dias de hoje. É preciso sabedoria para acolher as demandas dos jovens no campo das organizações sociais, artísticas, políticas e culturais.

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Afinal, já cantou os Titãs: “A gente não quer só comida. A gente quer comida diversão e arte. A gente não quer só comida. A gente quer saída para qualquer parte...”

Enfim, precisa-se, urgentemente, de uma educação para os sonhos. Que os jovens brasileiros voltem a sonhar e que o país ofereça aos nossos jovens as condições de sonhar e de realizar todos os seus sonhos.

Afinal de contas, os especialistas alertam que quanto mais cedo você descobre qual é o seu sonho, mais cedo você se sentirá satisfeito e feliz. Sonhe o sonho (im)possível e seja feliz!