Enquanto o mundo anda hipnotizado com ataques de falsa bandeira e mísseis Tomahawk, uma guerra sangrenta e pouco noticiada avança pelo Iêmen trazendo caos e destruição. O país se encontra ao sul da Arábia Saudita e a oeste de Omã, e vive uma catastrófica guerra que se intensificou com a Primavera Árabe em 2011.

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Rebeliões internas lideradas pelo grupo Houthis começaram a intensificar protestos contra o presidente e avançaram no controle territorial em várias regiões do país. Aumentando ainda mais a miséria que vivia o Iêmen, conhecido pela extrema pobreza e um grave quadro de desnutrição que atinge sua população há décadas.

Os conflitos acentuaram a dor de um povo que tem em suas crianças desnutridas e deformadas um retrato cruel e verdadeiro de uma guerra onde os interesses em petróleo e vendas de armas e munições valem bem mais que a vida.

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Os Houthis, grupo rebelde que com respaldo do Irã, tomaram a capital Sana em 2014. Depois de expandirem o controle, fizeram com que o presidente Abd Babbo Mansur Hadi, fugisse para Arábia Saudita.

Então, depois de dissolver o Parlamento, se tornaram governantes de um país que conta com o avanço de grupos terroristas como Al Qaeda, Estado Islâmico e outras facções e movimentos separatistas que só fazem aumentar a destruição do país e o desespero de sua população.

Junta-se a isso a participação massiva de ataques dos Estados Unidos, aliado da Arábia Saudita, com a desculpa de derrotar líderes de grupos como Al Qaeda e Estado Islâmico, levando a bombardeios constantes em áreas civis como: mercados, escolas, hospitais e mesmo mesquitas. Além disso, foram retirados do país grupos de ajuda humanitárias e a (organização) Médicos Sem Fronteiras, que teve suas equipes removidas da região norte em função de seguidos ataques e bombardeios em hospitais..

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O Iêmen, com a população vivendo na miséria e desnutrição, teve a crise agravada com o fechamento de seus portos. Dessa forma, eles se tornaram reféns em seu próprio país.

São mais de três milhões de pessoas deslocadas de suas casas sem ter onde se refugiar, e países que antes recebiam iemenitas sem a necessidade do visto também fecharam suas portas. Com isso, o número de deslocados internos chega a 478 mil segundo o Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos.

Falta de Itens Básicos

Falta água potável, remédios, atendimentos para os que sofrem com doenças crônicas, e o aumento dos preços de alimentos disponíveis se tornou exorbitante para uma população tão miserável. Além disso, o assédio nos postos de controle de abastecimento incluem batalhas repentinas, abusos físicos, disparos, uma série de humilhações seguidos de bombardeios.

Os que conseguem alimentos têm um longo caminho pelas montanhas entrincheiradas e precisam carregar cargas pesadas em costas tão fragilizadas pela crueldade extrema dessa guerra confusa e catastrófica sem um fim aparente..

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Somando a essa tragédia, médicos que atendem em hospitais (maternidade) na capital Sana, relataram um aumento expressivo de casos de crianças que nascem com graves deformidades, como crânios anormalmente grandes e cabeças inchadas, problemas no sistema digestivo e garganta, espinhas dorsais e sistema nervoso comprometidos. O uso de armas químicas pode estar contribuindo para isso.

Assista o Vídeo (AVISO: as imagens podem chocar pessoas mais sensíveis)

#Yemen #Terrorismo #Guerra Civil